Espanha – Extremadura II: Plasencia – Centro Histórico

2º dia – Plasencia, uma cidade medieval se revelando

Acordamos cedo em Plasencia. A mala ainda não tinha chegado. Por isso, precisei comprar mais algumas peças básicas antes de seguir com o roteiro. Depois, tomamos café da manhã no Hostal Real e saímos a pé para explorar a cidade.

O dia começou com frio e chuva fina. No entanto, o céu foi abrindo aos poucos. Assim, Plasencia mostrou sua melhor cara: ruas antigas, portas nas muralhas e igrejas que contam séculos de história.

Postigo e Igreja de El Salvador

Começamos pelo Postigo del Salvador, uma passagem menor integrada às muralhas medievais de Plasencia, que a cidade começou a erguer no fim do século XII, pouco depois da fundação (1186). Esse tipo de acesso não tinha a pompa das grandes portas. Ainda assim, ele era essencial. Ele facilitava a circulação cotidiana e conectava áreas internas com os arredores.

Postigo do Salvador em Plasencia, com trecho das muralhas medievais da cidade; ao fundo, torres de pedra do centro histórico sob céu parcialmente nublado.

Logo ao lado fica a Igreja de El Salvador, uma das paróquias mais antigas da cidade. Ela tem origem medieval e segue sobretudo o românico, com acréscimos góticos ao longo do tempo. Mesmo sem entrar, dá para perceber a leitura histórica do edifício: o núcleo românico e as adaptações posteriores. Um detalhe curioso: a igreja passou por mudanças importantes. A nave foi reconstruída após o desabamento da cobertura em 1774, o que explica parte do aspecto atual.

Igreja de San Salvador, em Plasencia, construída em estilo gótico, com fachada de pedra e torre defensiva integrada às muralhas medievais.
Porta Berrozana: a ligação entre a cidade murada e o campo

A Porta Berrozana é uma das entradas mais representativas do sistema defensivo de Plasencia. Sua origem é medieval, mas a configuração atual resulta de uma reforma realizada em 1571, já sob clara influência do Renascimento. Essa intervenção transformou a antiga porta funcional em um elemento mais monumental, alinhado à imagem urbana que a cidade buscava projetar no século XVI. Ainda assim, a função defensiva permanece evidente, integrada ao conjunto das muralhas.

Puerta Berrozana, uma das principais portas medievais de Plasencia, integrada às muralhas da cidade; arco de pedra com brasão esculpido e trecho das fortificações do centro histórico.

A porta também tinha um papel prático e econômico. Por aqui passava o caminho que ligava Plasencia às dehesas de Berrozana, áreas fundamentais para a criação de gado e para a economia local. Assim, a Porta Berrozana marca tanto a saída da cidade murada quanto a conexão com o território rural ao redor.

Ruas do centro histórico e a Judería de Plasencia

A partir da Porta Berrozana, entramos em um conjunto de ruas que define bem a Plasencia medieval: Rua Santa Ana, Rua Sancho Polo, Rua Blanca e Rua Zapatería. Aqui, mais do que cada rua isoladamente, o que chama a atenção é o traçado urbano.

As vias são estreitas, irregulares e adaptadas ao relevo. As casas se aproximam umas das outras, criando corredores sombreados e cheios de curvas. Caminhar por esse trecho é entender a cidade pelo ritmo lento, quase sem referências visuais longas — um traço típico do urbanismo medieval.

A comunidade judaica na Plasencia medieval

Grande parte dessa área corresponde à antiga Judería de Plasencia. Desde a fundação da cidade, em 1186, já existia uma comunidade judaica organizada, reconhecida no fuero concedido por Alfonso VIII, que incentivava a convivência entre cristãos, judeus e muçulmanos. Ao longo dos séculos XIII e XIV, essa comunidade ganhou peso econômico e social. Estima-se que cerca de 100 famílias judaicas viveram em Plasencia, o que representava aproximadamente 10% da população da cidade na Idade Média. Os judeus atuavam no comércio, no artesanato e na gestão de propriedades, ajudando a dinamizar a economia local.

A situação começou a mudar no século XV. Com o avanço das tensões religiosas e sociais, especialmente após as Leis de Ayllón (1412), medidas de segregação passaram a ser aplicadas. A Judería foi então delimitada fisicamente, criando um bairro fechado dentro das muralhas. Essa área se estendia desde o entorno da atual Praça San Nicolás em direção a outras portas da cidade.

A pressão aumentou ainda mais nas décadas seguintes. Em 1477, os condes de Plasencia confiscaram a antiga Judería de la Mota, incluindo sua sinagoga, para ampliar o Palácio de Mirabel e o conjunto ligado ao convento dominicano. A comunidade judaica foi forçada a se deslocar novamente, reorganizando-se em outro setor do centro histórico, onde hoje passa a Calle Zapatería.

O capítulo final veio em 1492, com o Edito de Granada, que decretou a expulsão dos judeus dos reinos de Castela e Aragão. Em Plasencia, isso significou o desaparecimento definitivo de uma comunidade que havia moldado profundamente a vida econômica, social e urbana da cidade por mais de três séculos.

Hoje, restam sobretudo o traçado das ruas e a memória silenciosa desses espaços. Ainda assim, caminhar por aqui é atravessar uma das camadas mais densas e menos visíveis da história de Plasencia.

Praça e Igreja de San Nicolás: fé e vida cotidiana na Plasencia medieval

Ao sair da área da antiga Judería, chegamos à Praça San Nicolás, um espaço pequeno, mas historicamente estratégico. Durante a Idade Média, esta zona marcou a transição entre os bairros residenciais judaicos e cristãos, funcionando como área de contato — e, mais tarde, de separação — dentro da cidade murada.

A Igreja de San Nicolás foi construída no século XIII, pouco depois da fundação de Plasencia. O templo apresenta um claro predomínio do estilo românico, visível nas paredes espessas, nos arcos de volta perfeita e na sobriedade decorativa. Reformas posteriores introduziram alguns elementos góticos, sobretudo nas aberturas e na organização do espaço interno.

O interior é simples e austero, refletindo o caráter paroquial da igreja. Diferente da catedral, San Nicolás estava diretamente ligada à vida cotidiana do bairro. Igrejas como esta funcionavam como pontos de encontro, referência urbana e organização social, sobretudo em áreas de fronteira entre comunidades.

Palácio de Mirabel: nobreza, poder e o fim da antiga Judería

O Palácio de Mirabel é um dos edifícios mais representativos da história política de Plasencia. Sua origem remonta ao século XV, quando foi incorporado ao patrimônio da poderosa família Zúñiga, condes de Plasencia. A construção do palácio está diretamente ligada a um episódio marcante: em 1477, os Zúñiga confiscaram a antiga Judería de la Mota, incluindo sua sinagoga, para ampliar este conjunto palaciano e os edifícios ligados ao convento dominicano vizinho. Esse ato simboliza a perda de direitos da comunidade judaica e o avanço do poder senhorial sobre o espaço urbano. O edifício combina elementos góticos e renascentistas, resultado de sucessivas ampliações.

Nós entramos e fizemos uma visita autoguiada, no nosso ritmo: caminhamos pelos pátios internos, observamos os detalhes arquitetônicos e seguimos por diferentes áreas do conjunto. Um dos pontos mais legais é que o palácio se organiza em dois edifícios e, em determinado momento, a gente cruza por cima da rua por um passadiço elevado, ligando uma parte à outra. Depois, para fechar com chave de ouro, subimos até uma torre/mirante, de onde dá para ver a cidade lá do alto e entender melhor o desenho do centro histórico.

Praça San Vicente Ferrer e o convento dominicano na cidade murada

Chegamos à Praça San Vicente Ferrer, outro espaço pequeno, mas com forte peso histórico dentro da cidade murada. A proximidade entre essas praças ajuda a entender como a vida religiosa e urbana se organizava em núcleos compactos na Plasencia medieval.

O Convento de San Vicente Ferrer foi fundado no século XV, em um momento de grande influência das ordens religiosas na cidade. O conjunto está ligado à Ordem Dominicana, que teve papel central na vida espiritual e política de Plasencia nesse período. A igreja apresenta uma arquitetura sóbria, com base gótica, visível na verticalidade do espaço e na simplicidade estrutural.

Praça de San Vicente Ferrer, em Plasencia, com a Igreja de Santo Domingo e o antigo Convento de San Vicente Ferrer ao fundo

Além disso, a implantação do convento nesta área reforçou o processo de transformação urbana iniciado no século XV, quando antigas zonas residenciais — algumas delas ligadas à Judería — foram progressivamente absorvidas por grandes instituições religiosas.

Palácio Carvajal Girón: a arquitetura do poder na Plasencia renascentista

Seguimos caminhando pelo interior da cidade murada. Poucos metros adiante, surge o Palácio Carvajal Girón, um dos edifícios civis mais elegantes de Plasencia. O palácio foi construído no século XVI, em pleno período de transição entre a Idade Média e a Idade Moderna. Ele pertenceu à influente família Carvajal, ligada à nobreza local e à administração do território.

Fachada do Palácio Carvajal Girón, hoje Hotel Palacio Carvajal Girón, na cidade histórica de Plasencia, com construção em pedra e portal em arco.

Além disso, o palácio ajuda a entender uma mudança importante em Plasencia. A partir do século XVI, a cidade começa a substituir a lógica puramente defensiva por uma estética mais representativa. Ou seja, os palácios deixam de parecer fortalezas e passam a expressar poder por meio da arquitetura.

Atualmente, o Palácio Carvajal Girón abriga um elegante hotel instalado no edifício histórico. Mesmo sem nos hospedarmos ali, foi possível entrar e conhecer o pátio interno, que preserva a atmosfera senhorial do antigo palácio.

Ermida da Saúde (Ermita de la Salud): devoção popular fora das muralhas

Depois de passar pelos palácios e portas da cidade, seguimos para um espaço mais discreto, mas carregado de significado: a Ermida da Saúde. Diferente dos grandes templos do centro histórico, este lugar reflete a religiosidade popular de Plasencia, ligada à proteção e à saúde.

A ermida tem origem no século XVI, período em que esse tipo de construção se multiplicou nas áreas próximas às muralhas. Na época, muitas surgiram associadas a epidemias, promessas e pedidos de cura, funcionando como espaços de devoção direta, sem o aparato das grandes igrejas urbanas.

Fachada da Ermida da Saúde, em Plasencia, com arco de entrada decorado com azulejos e inscrições do século XVIII, integrada às antigas muralhas da cidade.

Arquitetonicamente, o edifício é simples. A construção segue uma linha tardo-medieval, com discretas influências renascentistas, perceptíveis sobretudo na proporção do espaço e na organização da nave. Também, o interior mantém essa atmosfera. Além disso, a localização ajuda a entender sua função. Situada fora do núcleo mais denso da cidade, a ermida servia tanto aos moradores quanto a viajantes que chegavam ou partiam de Plasencia.

Porta de Trujillo: a grande saída medieval rumo ao sul

Depois da visita à Ermida da Saúde, retomamos o caminho junto às muralhas até alcançar a Porta de Trujillo, uma das entradas mais importantes de Plasencia na Idade Média. A porta foi construída entre os séculos XIII e XIV, como parte do sistema defensivo erguido após a consolidação cristã da cidade. Seu nome vem da rota que seguia em direção a Trujillo, um dos principais centros urbanos da Extremadura medieval e moderna.

Diferente de outras portas mais monumentais, a Porta de Trujillo mantém um aspecto claramente militar. A estrutura é robusta, com arco simples e muros espessos, pensados para defesa e controle de acesso. Aqui, a função sempre falou mais alto do que a estética. Além disso, esta porta tinha um papel estratégico. Por ela circulavam mercadorias, viajantes e tropas vindas do sul da região. Assim, a Porta de Trujillo funcionava como um ponto-chave de ligação entre Plasencia e o restante da Extremadura.

Puerta de Trujillo, uma das principais portas medievais de Plasencia, com fachada em estilo renascentista integrada às muralhas da cidade.

Ao atravessá-la, a paisagem começa a mudar. A cidade murada vai ficando para trás, e o espaço se abre. Pouco adiante, surgem áreas verdes e pontos elevados que oferecem uma nova perspectiva da cidade.

Mirante de Sorolla: Plasencia pintada pela luz do rio Jerte

Depois de cruzar a Porta de Trujillo, seguimos em direção a um ponto mais aberto e silencioso da cidade. Em poucos minutos, chegamos ao Mirante de Sorolla, um lugar que oferece uma das vistas mais bonitas de Plasencia.

Vista do centro histórico de Plasencia a partir do Mirante de Sorolla, com a Catedral ao fundo e o vale do rio Jerte em primeiro plano.

O mirante recebe esse nome em homenagem ao pintor Joaquín Sorolla, que esteve em Plasencia em 1917. Na época, ele pintou a obra El mercado, parte da série Visión de España, encomendada pela Hispanic Society of America. A paisagem do rio Jerte, com a cidade ao fundo, ficou eternizada nessa pintura. Dali, a vista se abre para o rio Jerte, para as áreas verdes ao redor e para o perfil histórico da cidade.

Parque El Cachón: natureza e cotidiano às margens do Jerte

Logo abaixo do mirante, entramos no Parque El Cachón, uma ampla área verde às margens do rio Jerte. Diferente dos espaços monumentais visitados até agora, o parque mostra a Plasencia do dia a dia.

Parque El Cachón, em Plasencia, com o rio Jerte em primeiro plano e o centro histórico da cidade ao fundo, cercado por vegetação.

O local funciona como zona de lazer e convivência. Caminhos planos, árvores altas e áreas abertas criam um ambiente tranquilo, ideal para caminhar ou simplesmente descansar. Para quem visita a cidade, o parque também ajuda a entender como o rio sempre foi parte essencial da vida local.

Catedral Velha e Catedral Nova de Plasencia: dois tempos da fé em um só lugar

De volta ao centro histórico, chegamos ao conjunto formado pela Catedral Velha e pela Catedral Nova de Plasencia. A visita é bem organizada e vale a pena ser feita com calma. O ingresso já inclui audioguia, o que ajuda bastante a entender os diferentes espaços e períodos históricos.

O percurso começa sempre pela Catedral Velha, seguindo uma ordem lógica e cronológica, e termina na Catedral Nova. Ao longo do caminho, o audioguia contextualiza a construção, as reformas e os elementos artísticos, sem deixar a visita cansativa.

Além disso, o ingresso também dá acesso a uma experiência imersiva em 3D. Com óculos especiais, é possível assistir a um vídeo que reconstrói partes do conjunto catedralício e explica sua evolução ao longo dos séculos.

Catedral de Plasencia, com a Catedral Velha e a Catedral Nova integradas no mesmo conjunto arquitetônico, vista da praça em um dia de céu nublado.
A Catedral Velha: o românico e o gótico da cidade medieval

A Catedral Velha começou a ser construída no final do século XII, logo após a fundação da cidade. A obra se estendeu pelos séculos XIII e XIV, o que explica a combinação de estilos. A base é românica, visível na solidez das paredes e na sensação de peso do espaço. Já os elementos góticos aparecem nas abóbadas e na elevação das naves.

O interior é sóbrio, mas impressiona pelos detalhes. Um dos grandes destaques é o retábulo-mor, considerado uma das obras mais importantes da pintura gótica espanhola, com dezenas de painéis que narram cenas bíblicas. Além disso, o claustro reforça a atmosfera medieval, funcionando como espaço de transição entre a vida religiosa e o cotidiano da cidade.

A Catedral Nova: ambição, Renascimento e obra inacabada

Ao lado da antiga, surge a Catedral Nova, cuja construção começou no século XVI, em um momento de grande prosperidade para a cidade. A ideia era substituir completamente a catedral medieval por um templo mais grandioso, alinhado aos novos tempos.

A obra atravessou vários períodos e estilos. O projeto inicial segue o Renascimento, com influência do Plateresco, visível na decoração mais elaborada. No entanto, ao longo do tempo, também surgiram elementos góticos tardios e barrocos, refletindo as mudanças artísticas e econômicas.

Apesar da ambição, a catedral nunca foi concluída. A fachada principal permaneceu inacabada, o que cria um contraste curioso com a monumentalidade do interior. Ainda assim, o espaço impressiona pela altura, pela luz e pela sensação de grandiosidade.

Palácio dos Monroy: a nobreza ao lado do poder religioso

O Palácio dos Monroy é um dos edifícios civis mais emblemáticos de Plasencia. Mesmo visto apenas por fora, ele ajuda a entender o peso da nobreza urbana na história da cidade. A construção do palácio remonta ao século XIV, embora o edifício atual apresente reformas e ampliações realizadas ao longo dos séculos XV e XVI. Ele pertenceu à influente família Monroy, ligada à aristocracia local e às disputas de poder que marcaram Plasencia no final da Idade Média.

Palácio dos Monroy, edifício medieval em estilo gótico, com fachada de pedra e janelas ogivais.

A fachada revela um caráter claramente defensivo, típico dos palácios medievais. As paredes são maciças, e as poucas aberturas reforçam a ideia de proteção. Ao mesmo tempo, a proximidade com a catedral simboliza a relação estreita — e muitas vezes tensa — entre Igreja e nobreza, os dois grandes poderes da cidade.

Plaza Mayor de Plasencia: o coração político e social da cidade

Depois das visitas da manhã, voltamos à Plaza Mayor, agora com outra luz e outro ritmo. Se à noite a praça funciona como ponto de encontro, durante o dia ela revela melhor sua importância histórica dentro de Plasencia.

A Plaza Mayor começou a se consolidar como espaço central a partir da Idade Média, quando passou a concentrar o mercado e as celebrações públicas. Com o tempo, tornou-se também o principal palco da vida política da cidade. O edifício que domina a praça é a Casa Consistorial, construída no século XVI, já em estilo renascentista. A fachada chama atenção pela simetria e, sobretudo, pelo pequeno campanário com autômatos que marcam as horas — um dos símbolos mais conhecidos de Plasencia. Ao redor, os casarões e edifícios históricos mostram como a praça sempre atraiu as famílias mais influentes e as atividades econômicas mais importantes.

Praça Maior de Plasencia durante o dia, com o edifício do Ayuntamiento ao fundo, arcadas históricas e casario tradicional da Extremadura.

Aproveitamos a parada para almoçar no Bar Alba Plata, conhecido por valorizar a culinária tradicional da Extremadura. Escolhemos um prato de javali, prato bastante ligado à cozinha de caça da região.

Passeio da Ilha (Paseo de la Isla): uma pausa verde às margens do Jerte

Depois de tantas igrejas, palácios e praças históricas, o roteiro segue, após o almoço, por um caminho mais tranquilo. O Passeio da Ilha acompanha o curso do rio Jerte e funciona como um dos principais espaços de lazer de Plasencia.

Paseo de la Isla, em Plasencia, com caminho arborizado às margens do rio Jerte, bancos ao longo do percurso e área verde ideal para caminhada e descanso.

Criado no século XX, o passeio combina áreas ajardinadas, caminhos planos e vistas agradáveis do rio. Ao longo do trajeto, aparecem pequenas pontes, bancos e trechos sombreados, ideais para caminhar sem pressa.

Torre Lucía: o fim do percurso junto às muralhas

Já no caminho de volta ao hostal, passamos pela Torre Lucía, um dos elementos preservados do antigo sistema defensivo de Plasencia. A torre integra o Centro de Interpretação da Cidade Medieval, um espaço dedicado à história da defesa de Plasencia e à configuração original das muralhas. Lá dentro, há painéis informativos, vídeos e recursos multimídia que explicam como funcionava o sistema defensivo, qual era o papel das muralhas e como a cidade evoluiu ao longo dos séculos.

Torre Lúcia, em Plasencia, com vista do topo das muralhas medievais, passarela sobre as muralhas e paisagem da cidade ao fundo sob céu nublado.

Além disso, ao subir na torre você pode caminhar por um trecho preservado das próprias muralhas, ter uma vista diferente da cidade e se aproximar da estrutura original que foi construída entre os séculos XII e XIII. A entrada é gratuita, e a experiência interna dá outra dimensão ao que vimos apenas do lado de fora durante o passeio. O próprio nome “Lucía” se relaciona às fogueiras que eram acesas no alto da torre para guiar viajantes ou alertar sobre perigos na região.

Encerrando o dia

Para encerrar o dia, seguimos de volta ao Hostal Real, já com aquela sensação de cansaço bom depois de um roteiro intenso. Aproveitamos para descansar, organizar as coisas e nos preparar para a etapa seguinte da viagem. No dia seguinte, deixaríamos Plasencia e seguiríamos para um novo destino na Extremadura.

Conheça o resto de nossa aventura por Extremadura nos links abaixo:

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