Brasil – Argentina – Paraguai: Cataratas do Iguaçu

Nossa viagem às Cataratas do Iguaçu acontece ao longo de alguns dias em Foz do Iguaçu, no extremo oeste do Paraná, na fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. A ideia é combinar o contato direto com uma das maiores maravilhas naturais do mundo com visitas a atrações históricas, culturais e de engenharia, como a Usina de Itaipu, além de explorar a dinâmica única da tríplice fronteira.

Cataratas do Iguaçu: história, dimensões e importância natural

As Cataratas do Iguaçu formam um dos maiores conjuntos de quedas d’água do planeta. Ao todo, são cerca de 275 saltos distribuídos ao longo de aproximadamente 2,7 quilômetros do rio Iguaçu, na fronteira entre o Parque Nacional do Iguaçu (Brasil) e o Parque Nacional Iguazú (Argentina). Juntos, os dois parques protegem mais de 250 mil hectares de floresta subtropical, reconhecidos como Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO.

Historicamente, o primeiro europeu a registrar a existência das cataratas foi o espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, em 1541. Desde então, a região passou a integrar o imaginário de viajantes, exploradores e, mais tarde, de turistas do mundo inteiro. Com o tempo, os dois países criaram áreas de proteção ambiental: o parque argentino surgiu em 1934 e o parque brasileiro em 1939, ambos com o objetivo de preservar não apenas as quedas, mas todo o ecossistema ao redor.

Além da beleza cênica, as Cataratas do Iguaçu impressionam pelos números. Algumas quedas ultrapassam 80 metros de altura, e a mais famosa de todas, a Garganta do Diabo, forma uma imensa ferradura de água e vapor que marca a fronteira entre Brasil e Argentina. Em períodos de cheia, a vazão do rio aumenta de forma espetacular, o que transforma completamente a paisagem e reforça a sensação de força da natureza.

A lenda indígena e o nascimento das cataratas

Para além dos dados geográficos e históricos, as Cataratas do Iguaçu também fazem parte do universo simbólico dos povos originários da região. Uma lenda tupi-guarani explica o surgimento das quedas como resultado da fúria do deus-serpente M’Boy, que, ao se enfurecer com a fuga dos jovens Naipi e Tarobá, teria provocado os desmoronamentos que deram origem aos abismos por onde hoje despencam as águas. Assim, a paisagem natural se mistura à mitologia indígena, reforçando o caráter quase mítico do lugar.

Um dos grandes patrimônios naturais do planeta

Atualmente, as Cataratas do Iguaçu figuram entre os destinos naturais mais visitados do Brasil e da América do Sul. Não por acaso, elas foram eleitas uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo. O conjunto impressiona não apenas pela quantidade de quedas, mas também pelo formato do cânion, pelas passarelas que permitem diferentes ângulos de observação e pela proximidade com a mata atlântica preservada. Em alguns trechos, o visitante chega a ficar praticamente cercado por cortinas de água, em uma experiência sensorial intensa e inesquecível.

Nossa viagem pela tríplice fronteira: roteiro prático nas Cataratas do Iguaçu

Nossa viagem às Cataratas do Iguaçu aconteceu no início de dezembro, coincidindo com o meu aniversário. Além disso, aproveitamos alguns dias em Foz do Iguaçu para explorar a região com calma. O clima ajudou bastante, já que encontramos dias quentes e com pouca chuva, o que favoreceu as visitas ao ar livre.

Embarcamos em Brasília, em um voo direto da Latam para Foz do Iguaçu. Logo na chegada, ficamos uma noite no Hotel das Cataratas, dentro do Parque Nacional do Iguaçu. Além do conforto, a localização privilegiada permitiu vivenciar o parque em momentos mais tranquilos, longe do fluxo maior de visitantes.

Ao longo do roteiro, dedicamos dois dias ao lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu. Assim, caminhamos pelas passarelas, observamos as quedas de diferentes ângulos. Em seguida, reservamos um dia inteiro para o lado argentino, que oferece circuitos mais longos e aproxima ainda mais o visitante das quedas, especialmente na região da Garganta do Diabo.

Além das cataratas, também incluímos no roteiro a visita à Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional. Dessa forma, foi possível compreender a dimensão dessa obra e o impacto que ela teve no desenvolvimento da região da tríplice fronteira.

Por fim, também exploramos a tríplice fronteira em Foz do Iguaçu, com direito a visita ao Marco das Três Fronteiras no pôr do sol. Além disso, atravessamos a Ponte da Amizade para chegar a Ciudad del Este, no Paraguai. Assim, a viagem ganhou um caráter ainda mais internacional, reunindo Brasil, Argentina e Paraguai em poucos dias.

Essa viagem está dividida em vários posts que detalham cada etapa dessa aventura. Confira os links para explorar todos os destinos:

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