Brasil, Argentina e Paraguai: Cataratas do Iguaçu III – lado argentino

3º dia – Descobrindo o lado argentino

Para visitar o lado argentino das Cataratas do Iguaçu, contratamos o passeio de forma online com a Loumar Turismo. Assim, bastou passar pelo balcão da agência, que fica na recepção do Foz Plaza Hotel, onde estávamos hospedados, para trocar o voucher e confirmar os horários. Dessa forma, resolvemos toda a parte logística com antecedência e seguimos direto para o roteiro no Parque Nacional Iguazú, na Argentina.

Parque Nacional Iguazú

O Parque Nacional Iguazú fica na província de Misiones, no nordeste da Argentina, na fronteira com o Brasil. Além disso, o parque se conecta diretamente ao Parque Nacional do Iguaçu, no lado brasileiro. Assim, os dois formam um único grande corredor de preservação ambiental em torno das Cataratas do Iguaçu.

Em primeiro lugar, a Argentina criou o Parque Nacional Iguazú em 1934 com o objetivo de proteger as cataratas e a floresta subtropical ao redor. Com o tempo, a área ganhou maior relevância ambiental e passou a integrar políticas de conservação em escala regional. Além disso, em 1984, o parque argentino recebeu o título de Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO. Dessa forma, o local passou a figurar entre as áreas naturais mais protegidas da América do Sul.

Por outro lado, o lado argentino das Cataratas do Iguaçu oferece uma experiência diferente da visita no Brasil. Enquanto o lado brasileiro privilegia as vistas panorâmicas, o circuito argentino permite chegar mais perto das quedas. Assim, as passarelas avançam sobre o rio e aproximam o visitante do volume de água. Nesse contexto, a Garganta do Diabo se destaca como o ponto mais impressionante do parque, com passarelas que levam até a borda do grande abismo.

Circuito Cataratas Argentina

No dia do Circuito Cataratas Argentinas, a equipe da Loumar Turismo nos buscou no Foz Plaza Hotel de ônibus. Em seguida, seguimos em direção ao Parque Nacional Iguazú, na Argentina. Para isso, atravessamos a fronteira entre Brasil e Argentina. Durante o trajeto, permanecemos no ônibus enquanto o guia recolheu os passaportes e cuidou dos trâmites de migração. Depois de um breve tempo de espera, retomamos o percurso e seguimos diretamente para a entrada do Parque Nacional Iguazú.

Ao chegar ao Parque Nacional Iguazú, passamos pela entrada e o guia explicou como seria a ordem das visitas. Primeiro, faríamos o Circuito Superior. Em seguida, pegaríamos o trenzinho ecológico até a Garganta del Diablo. Depois da visita, retornaríamos no mesmo trenzinho para a área central do parque. Por fim, seguiríamos para o Circuito Inferior e encerraríamos o passeio com o almoço no próprio Parque, antes de pegar o ônibus de volta para Foz do Iguaçu.

Circuito Superior: primeiras vistas do lado argentino

Começamos o passeio pelo Circuito Superior do Parque Nacional Iguazú. Nesse trecho, as passarelas seguem pela parte alta do cânion e oferecem vistas amplas do conjunto das Cataratas do Iguaçu. Ao longo do percurso, é possível observar quedas como a Salto Bosetti e a Salto Adán y Eva, além de trechos do rio antes das grandes quedas. Assim, o circuito ajuda a entender melhor a dimensão do sistema de cataratas e o desenho do cânion visto de cima.

Garganta del Diablo: o ponto mais impressionante do Parque

Em seguida, pegamos o trenzinho ecológico até a estação da Garganta del Diablo. A partir dali, caminhamos pelas passarelas sobre o rio até chegar ao mirante principal.

Nesse ponto, a água cai com grande volume e o som das quedas domina o ambiente. A Garganta del Diablo marca a fronteira entre Argentina e Brasil e concentra algumas das quedas mais altas e volumosas das Cataratas do Iguaçu. A proximidade com o abismo e o volume de água tornam esse trecho um dos mais marcantes de todo o circuito argentino.

Circuito Inferior: proximidade com as quedas

Depois, voltamos de trenzinho e seguimos para o Circuito Inferior. Nesse percurso, as passarelas descem até níveis mais baixos do cânion e aproximam o visitante das quedas. Ao longo do caminho, passamos por mirantes com vista para a Salto Dos Hermanas e outros conjuntos de quedas menores, além de pontos em que o spray da água chega com mais intensidade.

De retorno a Foz do Iguaçu

Depois de terminar os trajetos pelos circuitos do Parque Nacional Iguazú, almoçamos dentro do parque antes de seguir com o retorno. Combinamos de pegar o ônibus em frente ao Viejo Hotel Cataratas, um edifício histórico que remonta aos primórdios do turismo na região. O Viejo Hotel foi inaugurado entre 1922 e 1924 como uma das primeiras hospedagens ligadas às Cataratas do Iguaçu, muito antes do desenvolvimento das grandes estruturas turísticas que existem hoje. Funcionou como hotel até a década de 1970 e, atualmente, é considerado um sítio histórico e cultural dentro do parque, preservando a memória da ocupação e da experiência turística da época.

Viejo Hotel Cataratas no Parque Nacional Iguazú, antigo hotel histórico hoje preservado como museu, com jardim e arquitetura colonial, em Puerto Iguazú, Argentina.

Depois disso, pegamos o ônibus de volta e repetimos todo o trajeto pela fronteira, passando novamente pelos trâmites migratórios até cruzar para o Brasil. Já no fim da tarde, chegamos ao Foz Plaza Hotel, onde estávamos hospedados. Por fim, aproveitamos para desacelerar um pouco, descansar e curtir a piscina do hotel, fechando o dia de forma tranquila após uma jornada intensa pelas Cataratas do lado argentino.

Nosso roteiro nas Cataratas do Iguaçu

Conheça o resto de nossa aventura pelas Cataratas do Iguaçu nos links abaixo:

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