Brasil, Argentina e Paraguai: Cataratas do Iguaçu II – Marco das Três Fronteiras (Foz do Iguaçu)

2º dia/2 – Marco das Três Fronteiras: visita na tríplice fronteira em Foz do Iguaçu

Saímos do Hotel das Cataratas e seguimos em direção ao centro de Foz do Iguaçu. Ao chegar, fizemos o check-in no Foz Plaza Hotel, onde ficamos hospedados pelos dias seguintes da viagem. Depois de um breve descanso e do almoço, seguimos para o Marco das Três Fronteiras, ponto turístico icônico na região da tríplice fronteira.

Foz do Iguaçu

Foz do Iguaçu fica no oeste do estado do Paraná, a cerca de 643 quilômetros de Curitiba. A cidade reúne pouco mais de 285 mil habitantes e se destaca como um dos principais destinos turísticos do Brasil. O nome da cidade se associa diretamente às Cataratas do Iguaçu, eleitas uma das Sete Maravilhas da Natureza, e à Usina Hidrelétrica de Itaipu, uma das maiores obras de engenharia do mundo.

Além de sua relevância no turismo, Foz do Iguaçu integra uma região urbana trinacional ao lado de Ciudad del Este, no Paraguai, e Puerto Iguazú, na Argentina. Dessa forma, as três cidades formam a conhecida tríplice fronteira, com intensa circulação de pessoas e mercadorias. O nome Iguaçu tem origem indígena e significa “água grande”. Assim, o topônimo se relaciona diretamente ao rio que molda a paisagem local.

Breve história de Foz do Iguaçu

A ocupação humana da área remonta a milhares de anos. Em primeiro lugar, há vestígios desde cerca de 6.000 a.C.. Depois, já no período colonial, em 1542, o espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca chegou ao rio Iguaçu e alcançou as cataratas. A partir daí, a formação do núcleo urbano começou no final do século XIX. Nesse período, a chegada dos primeiros moradores e a criação da colônia militar na fronteira impulsionaram a ocupação da região.

Ao longo do século XX, a cidade cresceu de forma gradual. No entanto, a inauguração da Ponte Internacional da Amizade, em 1965, e da BR-277, em 1969, integraram Foz do Iguaçu ao restante do Paraná. Em seguida, a construção da Usina de Itaipu acelerou o crescimento populacional e consolidou a cidade como polo regional. Nesse contexto, o Parque Nacional do Iguaçu ganhou importância como área de preservação ambiental e principal atração turística da região.

Gastronomia em Foz do Iguaçu

Por fim, a gastronomia local reflete a diversidade cultural da região. De fato, pratos como o pirá de Foz e o dourado assado, peixe do rio Paraná, aparecem com destaque nos cardápios. Ao mesmo tempo, a cidade reúne restaurantes de diferentes cozinhas, com influências brasileira, árabe, indiana, chinesa e de outras comunidades presentes na tríplice fronteira.

Marco das Três Fronteiras: visita ao encontro entre Brasil, Argentina e Paraguai

Depois de descansar no Foz Plaza Hotel, pegamos um Uber e seguimos até o Marco das Três Fronteiras. Assim, chegamos ao local no fim da tarde, já no horário em que o espaço começa a ganhar mais movimento por causa do pôr do sol e da programação noturna.

O Marco das Três Fronteiras é um dos pontos turísticos mais conhecidos de Foz do Iguaçu. O local abriga o obelisco brasileiro, pintado de verde e amarelo, com vista para o encontro dos rios Iguaçu e Paraná, que marcam as fronteiras entre Brasil, Argentina e Paraguai. Além disso, na outra margem do rio Iguaçu, é possível ver o obelisco argentino, nas cores azul e branco. Já do outro lado do rio Paraná, aparece o marco paraguaio, nas cores vermelho, branco e azul.

Obelisco do Marco das Três Fronteiras em Foz do Iguaçu ao entardecer, com o monumento refletido no espelho d’água e visitantes acompanhando o espetáculo cultural ao redor.

O obelisco brasileiro foi inaugurado em 1903, ainda antes da emancipação política de Foz do Iguaçu. Com o tempo, o espaço passou por uma requalificação e se transformou em um parque temático, com iluminação cênica, áreas de convivência e opções de alimentação. Por isso, hoje o local funciona não apenas como um ponto geográfico, mas também como um espaço de visitação organizado para o público.

Placas do Marco das Três Fronteiras indicando Brasil, Paraguai e Argentina, com vista para o encontro dos rios Iguaçu e Paraná ao pôr do sol em Foz do Iguaçu.
Vila cenográfica, área gastronômica e shows

Além do marco em si, o espaço conta com uma vila cenográfica inspirada nas Missões Jesuíticas, que ajuda a contextualizar a história compartilhada da região da tríplice fronteira. Ao mesmo tempo, o complexo reúne pequenas lanchonetes e bares, organizados em formato de praça de alimentação. Dentro da atração, também funciona o restaurante Cabeza de Vaca, com opções de pratos e petiscos.

No nosso caso, aproveitamos para jantar no próprio local, comendo alguns sanduíches e provando cervejas locais. Assim, foi possível fazer uma pausa entre uma apresentação e outra, sem sair do complexo.

As apresentações artísticas do Marco das Três Fronteiras estão incluídas no valor do ingresso e acontecem no início da noite. Quando chegamos, os shows já tinham começado. Mesmo assim, conseguimos aproveitar boa parte da programação. O espetáculo reúne diferentes momentos que representam a história e a cultura da região, com danças e figurinos inspirados nos três países da fronteira.

Primeiro, o balé apresenta a Lenda das Cataratas, com os personagens Naipi e Tarobá. Em seguida, entra em cena o Show Minueto, que faz referência à presença europeia no Sul do Brasil. Por fim, o Show dos Três Países encerra a noite com danças típicas do Brasil, da Argentina e do Paraguai, em ritmos como samba, tango e polca.

No geral, a visita ao Marco das Três Fronteiras foi bastante agradável. Além da vista do encontro dos rios, a combinação entre iluminação noturna, apresentações culturais e estrutura de apoio ajudou a fechar bem o dia em Foz do Iguaçu.

Nosso roteiro nas Cataratas do Iguaçu

Conheça o resto de nossa aventura pelas Cataratas do Iguaçu nos links abaixo:

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