Espanha – Extremadura VII: Mérida

6º dia – Mérida e o legado romano da antiga Augusta Emerita

No sexto dia da viagem pela Extremadura, iniciamos a visita a Mérida logo após o café da manhã no Hotel Zeus. A partir dali, percorremos a cidade a pé, explorando seus principais monumentos históricos. O tempo estava bom, o que permitiu apreciar com calma a antiga Augusta Emerita, um dos conjuntos romanos mais importantes da Espanha.

Mérida

Mérida é a capital da comunidade autônoma da Extremadura e um dos centros históricos mais importantes da Espanha. Localizada na província de Badajoz, a cidade conta atualmente com cerca de 60 mil habitantes.

Apesar de seu tamanho médio, Mérida possui um patrimônio histórico de enorme relevância. Ao longo dos séculos, a cidade manteve um papel central na organização política, administrativa e cultural da região.

Augusta Emerita: fundação romana e capital da Lusitânia

A origem de Mérida remonta ao período romano. A cidade foi fundada em 25 a.C. pelo imperador Augusto, com o nome de Augusta Emerita. Seu objetivo era acolher veteranos das legiões romanas que haviam participado das campanhas na Hispânia. Desde o início, Augusta Emerita ocupou uma posição estratégica. Situada às margens do rio Guadiana, tornou-se rapidamente um importante nó viário. Além disso, foi escolhida como capital da província romana da Lusitânia. Esse status político explica a monumentalidade da cidade. Fóruns, templos, pontes, teatros e aquedutos foram construídos para refletir o poder de Roma. Muitos desses vestígios ainda definem a paisagem urbana atual.

Mérida após Roma: visigodos, islâmicos e cristãos

Com o declínio do Império Romano, Mérida manteve sua importância durante o período visigodo. A cidade chegou a ser um dos principais centros políticos e religiosos da Hispânia visigótica. Posteriormente, no século VIII, Mérida foi incorporada a Al-Andalus. Durante o domínio islâmico, a cidade passou por transformações urbanas e administrativas, embora parte da herança romana tenha sido reutilizada. A reconquista cristã ocorreu em 1230, quando a cidade foi tomada por Alfonso IX de León. A partir desse momento, Mérida integrou-se ao reino cristão, iniciando uma nova fase de reorganização urbana e religiosa.

Declínio medieval e redescoberta do passado romano

Durante a Idade Média, Mérida perdeu parte de seu protagonismo. A cidade sofreu despovoamento e viu muitos de seus edifícios romanos serem abandonados ou reutilizados como pedreiras. No entanto, a partir do século XIX, iniciou-se um processo de redescoberta e valorização do passado romano. Escavações arqueológicas revelaram a extensão e a qualidade do conjunto monumental. Esse trabalho intensificou-se ao longo do século XX. Como resultado, Mérida passou a ser reconhecida como um dos principais sítios arqueológicos da Europa. Atualmente, Mérida conserva um conjunto excepcional de monumentos romanos. Em 1993, o Conjunto Arqueológico de Mérida foi declarado Patrimônio Mundial da UNESCO.

Casa del Mitreo e Columbários: vida e morte na Augusta Emerita romana

Começamos a visita a Mérida pela Casa del Mitreo, o primeiro monumento do dia. Antes disso, já havíamos comprado online um passe conjunto, que dá acesso a vários monumentos de Mérida, incluindo este complexo arqueológico. A Casa del Mitreo data do final do século I e início do século II d.C.. Nesse período, Mérida atravessava uma fase de grande prosperidade, por isso, as elites locais construíram amplas domus nos arredores da cidade.

A residência pertenceu, muito provavelmente, a uma família de alto status social. Essa condição aparece tanto nas dimensões do edifício quanto na qualidade dos elementos decorativos. Além disso, a organização espacial segue o modelo clássico da arquitetura doméstica romana. O nome do sítio relaciona-se à proximidade com um antigo mitreu, espaço dedicado ao culto do deus Mitra. No entanto, a casa sempre teve função residencial. Entre os elementos mais relevantes da visita, sobressaem os mosaicos. Assim, o mais conhecido é o Mosaico Cosmológico, uma das obras mais importantes da Hispânia romana. Nele, os artistas representaram figuras mitológicas e símbolos ligados à ordem do universo.

Restos arqueológicos da Casa del Mitreo, em Mérida, com colunas e estruturas da antiga domus romana da Augusta Emerita, um dos principais sítios residenciais da cidade.

Logo ao lado da residência, visitamos os Columbários de Mérida. Os columbários funcionavam como locais de sepultamento coletivo. Neles, depositavam-se urnas com cinzas, geralmente pertencentes a libertos, escravos ou membros de associações funerárias. Assim, revelam práticas funerárias comuns na sociedade romana.

Anfiteatro Romano: espetáculos e poder na Augusta Emerita

Em seguida, seguimos a pé até o Anfiteatro Romano de Mérida, um dos monumentos mais emblemáticos de Mérida. Os romanos inauguraram o anfiteatro no ano 8 a.C., durante o governo de Augusto. Desde então, o espaço acolheu espetáculos públicos ligados ao entretenimento e à afirmação do poder imperial. No anfiteatro, a população assistia a combates de gladiadores, caças de animais e outras encenações violentas. Assim, o edifício cumpria uma função social clara. Ele reforçava a autoridade de Roma e promovia a coesão da comunidade.

Anfiteatro Romano de Mérida, construído no século I a.C., com arquibancadas e arena da antiga Augusta Emerita, um dos principais monumentos romanos da Extremadura.

A estrutura apresenta planta elíptica e arquibancadas organizadas por níveis. Dessa forma, os romanos distribuíam o público segundo critérios sociais bem definidos. As elites ocupavam os setores mais próximos da arena. Com o declínio do Império Romano, o anfiteatro perdeu sua função original. Ao longo da Idade Média, a população reutilizou parte de suas estruturas. Ainda assim, o edifício manteve sua forma essencial.

Teatro Romano: arte, política e prestígio na Augusta Emerita

Logo depois, seguimos até o Teatro Romano de Mérida, o monumento mais icônico de Mérida. Os romanos inauguraram o teatro por volta de 16–15 a.C., sob o patrocínio de Marco Agripa, genro do imperador Augusto. Desde o início, o edifício serviu como espaço central para a vida cultural da cidade. No teatro, a população assistia a tragédias, comédias e recitais. Assim, o espaço promovia valores culturais romanos e reforçava a identidade imperial na capital da Lusitânia.

A estrutura aproveita a encosta do terreno. Desse modo, os romanos reduziram o volume de obras e garantiram excelente acústica. As arquibancadas organizam-se em setores bem definidos, segundo a hierarquia social. O elemento mais impressionante é o scaenae frons, a monumental fachada do palco, com colunas, estátuas e nichos, essa estrutura funcionava como cenário permanente.

Teatro Romano de Mérida, com o scaenae frons monumental e as arquibancadas da antiga Augusta Emerita, um dos conjuntos romanos mais importantes da Espanha.

Com o declínio do Império Romano, o teatro perdeu sua função original. Durante séculos, parte do edifício ficou soterrada. Apenas a área superior permaneceu visível, conhecida popularmente como “Las Siete Sillas”. A partir do século XX, escavações sistemáticas recuperaram o conjunto. Desde então, o teatro voltou a cumprir uma função cultural. Atualmente, ele recebe eventos e o Festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida.

Casa del Anfiteatro: a residência aristocrática junto aos grandes espetáculos

Em seguida, visitamos a Casa del Anfiteatro, localizada muito próxima ao conjunto formado pelo teatro e pelo anfiteatro romanos de Mérida. A casa data do século I d.C., período de máximo esplendor da Augusta Emerita. Desde o início, a localização revela o status social de seus proprietários. Viver junto aos principais edifícios de espetáculo era um claro sinal de prestígio.

Mosaico romano da Casa del Anfiteatro, em Mérida, com pavimento geométrico bem preservado de uma antiga domus da Augusta Emerita, localizado junto ao teatro e ao anfiteatro romanos.

Trata-se de uma ampla domus romana, organizada em torno de pátios internos. Assim como em outras residências aristocráticas, os espaços combinavam funções domésticas e de representação social. Entre os elementos mais relevantes da visita, destacam-se os mosaicos bem conservados.

Plaza Margarita Xirgu: um símbolo contemporâneo junto ao legado romano

Depois da visita aos grandes monumentos romanos, seguimos caminhando até a Plaza Margarita Xirgu. Nesse espaço amplo e moderno, encontramos um dos símbolos mais fotografados da cidade. Na praça, destaca-se o letreiro de Mérida, instalado em frente ao conjunto formado pelo teatro e pelo anfiteatro romanos. Ali, visitantes registram a passagem pela capital da Extremadura. Ao mesmo tempo, o espaço funciona como área de descanso entre uma visita e outra.

Letreiro de Mérida na Plaza Margarita Xirgu, em frente ao conjunto do Teatro e Anfiteatro Romano, um dos pontos mais fotografados da cidade e símbolo da capital da Extremadura.

Além disso, a praça homenageia Margarita Xirgu, atriz catalã de grande importância para o teatro espanhol do século XX. Por fim, a Plaza Margarita Xirgu marca uma transição clara no percurso. A partir dali, seguimos do núcleo monumental romano para outras áreas da cidade.

Plaza Puerta de la Villa: entre a Mérida romana e a cidade medieval

Em seguida, caminhamos até a Plaza Puerta de la Villa, um espaço que marca claramente a transição entre diferentes épocas históricas de Mérida. O local corresponde a uma das antigas entradas da cidade romana. Ali, situava-se uma das portas da muralha de Augusta Emerita, que controlava o acesso ao núcleo urbano.

Atualmente, a área combina vestígios arqueológicos com uma configuração urbana mais recente. Assim, na praça, destacam-se restos da muralha romana e elementos integrados ao espaço público moderno. No centro está a estátua de Santa Eulalia, mártir do século IV, padroeira de Mérida. Também se encontra a torre do relógio da Puerta de la Villa, que foi construída no final do século XX, como marco simbólico da Mérida contemporânea.

Plaza de España: centro cívico e religioso de Mérida

Continuando a caminhada pelo centro, chegamos à Plaza de España, principal espaço urbano da Mérida atual. Desde o século XIX, a praça concentra funções administrativas, comerciais e sociais. Ao seu redor, encontram-se edifícios residenciais e institucionais dos séculos XIX e XX, além de cafés e lojas que mantêm o espaço ativo ao longo do dia. Entre eles destaca-se o Ayuntamiento de Mérida, sede da prefeitura, que confirma o papel da praça como centro administrativo da cidade.

O edifício mais relevante do conjunto é a Concatedral de Santa María la Mayor. Sua construção começou no século XIII e estendeu-se até o século XVII, reunindo elementos góticos e renascentistas. Não conseguimos entrar no interior, pois estava fechada no momento da visita.

Morería: vestígios islâmicos sob a cidade atual

Continuando pelo centro, chegamos à Morería, um dos espaços arqueológicos mais curiosos de Mérida. A Morería desenvolveu-se a partir do século VIII, após a conquista muçulmana da cidade, quando Mérida passou a integrar o território de Al-Andalus. Nesse período, o espaço funcionou como bairro residencial e artesanal, organizado em ruas estreitas, pátios internos e casas adaptadas à topografia urbana herdada da cidade romana. O aspecto mais curioso da visita é o percurso. Caminhamos por baixo dos edifícios atuais, atravessando passagens modernas para acessar as ruínas preservadas no subsolo.

Ruínas da Morería de Mérida sob edifícios modernos, mostrando calçamento medieval islâmico preservado no subsolo do centro histórico da cidade.
Ponte Romana de Mérida, símbolo da antiga Emerita Augusta

Depois disso, seguimos até a Ponte Romana de Mérida, um dos grandes ícones da cidade. Os romanos a construíram no século I a.C., durante o governo de Augusto, para atravessar o rio Guadiana. A ponte fazia parte da Via de la Plata e garantia a ligação estratégica de Emerita Augusta com o resto da Hispânia. Com quase 800 metros de comprimento, ela é uma das pontes romanas mais longas ainda em uso.

Ponte Romana de Mérida sobre o rio Guadiana, com seus arcos de pedra, vista panorâmica e visitantes atravessando a ponte, patrimônio da época romana na Extremadura.

Ao longo dos séculos, a estrutura passou por reformas, sobretudo na Idade Média. Ainda assim, mantém boa parte de sua traça original romana. Hoje, a ponte é exclusivamente para pedestres. Dali, temos belas vistas do rio Guadiana e do conjunto histórico de Mérida.

Praça de Roma, Alcazaba Árabe e Plaza de las Méridas del Mundo

Ao lado da Ponte Romana está a Praça de Roma, onde se encontra a estátua da loba capitolina com Rômulo e Remo, símbolo da fundação de Roma e da ligação direta de Mérida com o mundo romano.

A poucos metros, destaca-se a Alcazaba de Mérida, construída em 835, durante o domínio islâmico, por ordem do emir Abd al-Rahman II. A fortaleza tinha uma função essencialmente militar: vigiar a cidade e controlar a Ponte Romana sobre o rio Guadiana. As suas muralhas reutilizam numerosos blocos romanos e visigodos, visíveis na alvenaria, e no interior conserva um grande aljibe, um dos mais bem preservados da arquitetura islâmica na Península Ibérica, fundamental para resistir a longos cercos.

Um pouco mais na frente se encontra a Plaza de las Méridas del Mundo, um espaço contemporâneo junto às muralhas que homenageia as várias cidades chamadas Mérida espalhadas pelo mundo.

Templo de Diana e a monumentalidade romana no centro urbano

O Templo de Diana é um dos edifícios romanos mais emblemáticos de Mérida. Foi construído no final do século I a.C., durante o reinado do imperador Augusto, como parte do programa monumental de Emerita Augusta, capital da Lusitânia. Apesar do nome atual, o templo não era dedicado à deusa Diana, mas ao culto imperial, funcionando como símbolo do poder de Roma. Durante a Idade Média, o edifício foi integrado ao Palácio do Conde de los Corbos, o que acabou garantindo sua conservação. Atualmente, as colunas coríntias destacam-se no tecido urbano e permitem compreender a imponência da arquitetura romana no coração da cidade.

Templo de Diana em Mérida, com colunas coríntias preservadas.
Fórum Municipal e o centro político de Emerita Augusta

Muito próximo ao templo encontram-se as ruínas do Fórum Municipal, que constituía o verdadeiro centro político e administrativo de Emerita Augusta. Nesse espaço concentravam-se os edifícios públicos ligados à vida cívica, como basílicas, pórticos e áreas destinadas à administração da cidade. As estruturas preservadas revelam colunas, muros e elementos decorativos que ajudam a reconstruir a organização do fórum romano e a importância de Mérida como capital provincial.

Ruínas do Fórum Municipal de Emerita Augusta, em Mérida, com colunas e estruturas administrativas do centro político romano.
Arco de Trajano e a entrada monumental de Emerita Augusta

Em continuidade ao percurso, passamos pelo Arco de Trajano, uma das estruturas mais simbólicas da Mérida romana. Construído entre o final do século I e o início do século II, durante o período imperial, o arco marcava um acesso monumental ao fórum provincial de Emerita Augusta. Apesar do nome atual, o monumento não tem relação direta comprovada com o imperador Trajano e provavelmente integrava um programa arquitetônico mais amplo de valorização urbana. O arco apresenta um único vão e foi erguido em granito revestido de mármore, solução comum na arquitetura monumental romana.

Arco de Trajano, em Mérida, grande arco romano de granito ao fundo, ruas do centro histórico ao redor e céu azul com nuvens.
Basílica de Santa Eulália e o cristianismo primitivo em Mérida

Depois disso, chegamos à Basílica de Santa Eulália, um dos monumentos cristãos mais importantes de Mérida. Construída no século IV, ela marca o local do martírio de Santa Eulália, jovem cristã executada durante as perseguições do imperador Diocleciano. Ao longo do tempo, o templo passou por sucessivas reconstruções. Ainda assim, preserva vestígios paleocristãos, visigodos e medievais. Por isso, o conjunto revela a continuidade do cristianismo em Mérida após o fim do Império Romano. No entanto, não entramos na basílica, pois o valor do ingresso era alto.

Vista exterior da Basílica de Santa Eulália, em Mérida, com sua fachada de pedra, torre sineira e pórtico barroco, sob céu azul, com pessoas na praça em frente ao templo.
Aqueduto de San Lázaro e a engenharia hidráulica romana

Depois disso, chegamos ao Aqueduto de San Lázaro, uma das estruturas romanas que abasteciam Emerita Augusta com água. Construído entre os séculos I e II, ele conduzia a água desde reservatórios situados ao norte da cidade até o centro urbano. Embora menos monumental que o Aqueduto dos Milagres, o conjunto impressiona pelo bom estado de conservação. Os pilares alternam granito e tijolo, uma solução típica da engenharia romana para ganhar resistência e flexibilidade estrutural. Hoje, o aqueduto se integra a um parque urbano, permitindo caminhar ao lado das antigas arcadas e observar de perto essa obra funcional que atravessou quase dois milênios de história.

Aqueduto de San Lázaro em Mérida, com arcadas romanas preservadas ao longo de um parque urbano, sob céu azul.
Circo Romano de Mérida e as corridas de bigas em Emerita Augusta

Seguimos então até o Circo Romano de Mérida, um dos maiores e mais bem preservados circos do Império Romano fora da Itália. Construído no século I d.C., ele podia receber cerca de 30 mil espectadores e funcionava como o principal espaço para as corridas de bigas, um dos espetáculos mais populares da época. Com mais de 400 metros de comprimento, o circo impressiona pela escala e pela fácil leitura de seus elementos originais, como a spina central e as arquibancadas.

Vista do Circo Romano de Mérida, antigo espaço de corridas de bigas e quadrigas, com as ruínas da pista ao fundo
Parque de la Isla, uma pausa verde às margens do Guadiana

Para encerrar o passeio por Mérida, seguimos até o Parque de la Isla, um agradável espaço verde localizado às margens do rio Guadiana. O parque funciona como um respiro natural depois da intensa imersão histórica, com caminhos arborizados, áreas gramadas e vistas tranquilas do rio. Caminhamos sem pressa, aproveitando o ambiente calmo e a proximidade da água, que contrasta com a monumentalidade das ruínas romanas vistas ao longo do dia.

Vista do rio Guadiana a partir do Parque de la Isla, em Mérida, com árvores refletidas na água e ponte ao fundo.
Encerrando a road trip pela Extremadura

Para encerrar o dia em Mérida, depois de todas as visitas, seguimos para o Hotel Zeus, onde descansamos e recuperamos as energias. Na manhã seguinte, após o café da manhã, pegamos novamente o carro e iniciamos o retorno até minha cidade, El Puerto de Santa María, na província de Cádiz, percorrendo cerca de 230 km e colocando o ponto final na nossa road trip pela Extremadura.

Conheça o resto de nossa aventura por Extremadura nos links abaixo:

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