1º dia – Chegada a Zurique e descanso no hotel
Nossa viagem para a Suíça começou em Brasília e já começou com um susto. O voo da Latam para Guarulhos estava previsto para sair às 9h55, mas acabou atrasando por causa de uma ameaça de bomba na aeronave.
Todos os passageiros precisaram desembarcar, e a Polícia Federal fez a inspeção do avião, das bagagens e dos passageiros. Felizmente, nada foi encontrado. Mesmo assim, a situação atrasou bastante a saída de Brasília e deixou aquele clima de incerteza no início da viagem. Assim, o voo acabou saindo apenas no começo da tarde. Foram cerca de quatro horas de atraso e como ainda tínhamos uma conexão internacional em Guarulhos, o receio era perder o voo para Lisboa. Por sorte, apesar do atraso, conseguimos embarcar no trecho seguinte, também com a Latam, rumo a Portugal.
Conforme previsto, chegamos a Lisboa na manhã seguinte. Depois de algumas horas de espera no Aeroporto Humberto Delgado, seguimos para Zurique em um voo da Swiss, a companhia aérea suíça. Esse trecho foi tranquilo e durou menos de três horas.
Chegada em Suiça
A chegada ao Aeroporto de Zurique aconteceu no fim da tarde. Depois de pegar as malas e nos situarmos um pouco, a primeira tarefa era chegar ao centro da cidade. O aeroporto tem uma estação de trem própria, chamada Zürich Flughafen, localizada no próprio terminal. Nosso destino era a Zürich HB, abreviação de Zürich Hauptbahnhof, a estação central de Zurique. Como o nosso Swiss Travel Pass ainda não estava válido, compramos as passagens pelo aplicativo SBB Mobile, da empresa suíça de trens. De fato, o aplicativo foi muito útil durante toda a viagem, tanto para comprar bilhetes quanto para consultar horários, plataformas e conexões.
Mesmo assim, esse primeiro contato com o sistema de trens suíço exigiu um pouco de paciência. A estação do aeroporto é grande, era nossa primeira vez ali e ainda havia avisos de obras. Além disso, alguns trens estavam inoperantes ou com alterações. No começo, ficamos um pouco perdidos tentando entender as plataformas e qual seria a melhor opção para chegar ao centro.
De trem para o centro de Zurique
Depois de nos situarmos, deu tudo certo. Assim, pegamos o trem até a Zürich Hauptbahnhof, em um trajeto curto, de cerca de 15 minutos. Da estação central, seguimos para o Hotel Marta, localizado na Zähringerstrasse, no centro histórico de Zurique. A localização foi um dos pontos positivos da hospedagem, pois permitia chegar a vários lugares caminhando.
O hotel era simples e pequeno, mas confortável. Não era uma hospedagem de luxo, mas tinha o que precisávamos para os primeiros dias em Zurique: boa localização, quarto adequado e fácil acesso ao transporte público.
Como chegamos já no fim do dia, depois de um início de viagem mais cansativo do que o previsto, decidimos não forçar nenhum passeio. A ideia era descansar, organizar as coisas e deixar Zurique para o dia seguinte. Depois do susto em Brasília, do atraso, da conexão em Guarulhos, da chegada a Lisboa e do voo até a Suíça, dormir cedo foi a melhor decisão.
2º dia – Centro histórico de Zurique
No dia seguinte, acordamos com mais calma e tomamos o café da manhã no Hotel Marta, onde estávamos hospedados. Depois do dia anterior, marcado por voos, conexões e deslocamentos, finalmente começava nossa primeira caminhada por Zurique. Assim, saímos do hotel a pé em direção ao centro histórico, aproveitando a boa localização da hospedagem. Apesar de estarmos em março, o tempo não estava tão frio quanto imaginávamos, o que ajudou bastante para explorar a cidade caminhando.
Zurique
Zurique é a maior cidade da Suíça e a capital do cantão de mesmo nome. Localizada no planalto central suíço, às margens do Rio Limmat e próxima ao Lago de Zurique, a cidade reúne cerca de 450 mil habitantes, enquanto sua região metropolitana ultrapassa 1,4 milhão de pessoas.
Embora Berna seja a capital administrativa do país, Zurique é considerada o principal centro econômico e financeiro da Suíça. A cidade abriga bancos, seguradoras, empresas internacionais, instituições de ensino e uma intensa vida cultural. Além disso, sua localização facilita deslocamentos para outras regiões do país, o que faz de Zurique uma das principais portas de entrada para quem visita a Suíça.
De Turicum à cidade medieval
A origem de Zurique está ligada ao domínio romano na região. O antigo povoado de Turicum funcionava como um ponto de controle e alfândega, situado em uma posição estratégica junto ao Rio Limmat. Essa localização era importante porque conectava rotas comerciais entre o lago, os Alpes e outras áreas do Império Romano.
Com o fim do domínio romano, a região passou por diferentes influências germânicas e francas. Durante a Idade Média, Zurique começou a ganhar importância política, religiosa e comercial. O crescimento ocorreu principalmente ao redor do Lindenhof, área elevada que teve função defensiva e que hoje é um dos pontos mais conhecidos do centro histórico de Zurique.
Ao longo dos séculos, a cidade se consolidou como um centro urbano relevante. Igrejas, mercados, casas de guildas e pontes sobre o Limmat foram moldando a paisagem que ainda hoje caracteriza a parte antiga da cidade.
Zurique na Confederação Suíça
Durante a Idade Média, Zurique ganhou autonomia e se tornou uma cidade livre dentro do Sacro Império Romano-Germânico. Esse status aumentou sua importância política e econômica, permitindo maior controle sobre suas instituições e atividades comerciais.
Em 1351, Zurique entrou para a Confederação Suíça, tornando-se um dos membros mais importantes da aliança. A partir daí, a cidade passou a desempenhar papel relevante nos conflitos, acordos e transformações que marcaram a formação da Suíça.
Outro momento importante ocorreu no século XIV, quando as guildas passaram a ter maior influência na administração local. Essas corporações reuniam artesãos e comerciantes e ajudaram a organizar a vida econômica e política da cidade. Ainda hoje, essa tradição pode ser percebida em alguns edifícios históricos e celebrações locais.
A Reforma Protestante em Zurique
No século XVI, Zurique teve papel central na Reforma Protestante. Em 1519, o reformador Huldrych Zwingli passou a atuar na Grossmünster, uma das igrejas mais importantes da cidade. A partir de suas pregações e debates religiosos, Zurique tornou-se um dos principais centros da Reforma na Suíça.
A Reforma mudou profundamente a vida religiosa, política e social da cidade. Mosteiros foram transformados, práticas católicas foram abandonadas e novas formas de organização religiosa passaram a orientar a comunidade local.
Do crescimento econômico à cidade atual
A partir dos séculos XVIII e XIX, Zurique passou por um forte crescimento econômico. A cidade desenvolveu atividades ligadas ao comércio, à indústria têxtil, aos bancos e aos serviços. Com o tempo, consolidou-se como o principal centro financeiro da Suíça.
Além da economia, Zurique também ganhou importância na educação, na ciência e na cultura. A presença de universidades, museus, teatros e centros de pesquisa ajudou a transformar a cidade em um dos polos urbanos mais relevantes do país.
Hoje, Zurique combina centro histórico preservado, bairros modernos, transporte público eficiente e proximidade com a natureza. O centro histórico de Zurique, distribuído nas duas margens do Rio Limmat, concentra igrejas, praças, ruas estreitas, antigas casas de guildas e alguns dos principais pontos visitados por quem passa pela cidade.
Por isso, antes de seguir para os monumentos específicos, vale entender Zurique como uma cidade que cresceu a partir de um antigo ponto romano, tornou-se relevante na Idade Média, participou da formação da Confederação Suíça e teve papel importante na Reforma Protestante. Essa trajetória ajuda a explicar por que a cidade ocupa posição tão importante dentro da Suíça até hoje.
Niederdorfstrasse e Stüssihofstatt: primeiras ruas do centro histórico de Zurique
Começamos a explorar o centro histórico de Zurique pela região de Niederdorf, uma das áreas mais conhecidas da Cidade Antiga. Como estávamos hospedados perto dali, foi fácil iniciar o roteiro a pé.
A Niederdorfstrasse é uma das principais ruas dessa parte de Zurique. Ela fica na margem direita do Rio Limmat e atravessa uma área de ruas estreitas, fachadas antigas, lojas, cafés e restaurantes. Além disso, é uma região bastante movimentada, tanto durante o dia quanto à noite. Essa parte da cidade também é chamada de Dörfli pelos locais. O nome ajuda a entender um pouco o ambiente da região, que ainda conserva uma escala mais antiga, com ruas para pedestres e pequenos espaços urbanos.

Seguindo pela Niederdorfstrasse, passamos também pela Stüssihofstatt, uma pequena praça dentro do bairro de Niederdorf. Ela não é um grande monumento isolado, mas faz parte do conjunto histórico dessa área da cidade.

Limmatquai e Wasserkirche: caminhada às margens do Rio Limmat
Depois de passar pela região de Niederdorf, seguimos em direção à Limmatquai, uma das vias mais importantes do centro histórico de Zurique. A rua acompanha a margem direita do Rio Limmat e concentra vários edifícios históricos da cidade.
Caminhar pela Limmatquai é uma forma prática de seguir pelo centro antigo, já que dali é possível passar por pontos como o Rathaus, a Grossmünster e a Wasserkirche. Além disso, o rio ajuda a orientar o percurso, com pontes que ligam as duas margens da cidade.
A Wasserkirche, cujo nome significa “Igreja da Água”, fica junto ao Rio Limmat e é uma das construções históricas dessa região. Segundo a tradição, o local estaria ligado aos mártires Félix e Régula, padroeiros de Zurique. No entanto, após a Reforma Protestante, o edifício perdeu sua função religiosa original e chegou a ser usado como biblioteca.
Em frente à Wasserkirche, também está a estátua de Huldrych Zwingli, uma das figuras centrais da Reforma Protestante na Suíça. Zwingli atuou em Zurique no século XVI e teve papel importante nas mudanças religiosas que marcaram a cidade naquele período. O monumento foi inaugurado em 1885 e mostra Zwingli segurando uma Bíblia e uma espada, símbolos associados à sua atuação religiosa e política.



Spiegelgasse: arte, política e história no centro antigo
Ainda na região de Niederdorf, seguimos pela Spiegelgasse, uma rua estreita do centro histórico de Zurique que reúne algumas referências importantes da cidade. Apesar de pequena, a rua teve papel relevante no início do século XX. No número 1 fica o Cabaret Voltaire, inaugurado em 1916 e considerado o local de origem do movimento Dadaísta. O espaço reuniu artistas e escritores europeus durante a Primeira Guerra Mundial.
Poucos metros adiante, no número 14, viveu Vladimir Lenin durante parte de seu exílio na Suíça. Ele morou ali com sua esposa, Nadezhda Krupskaya, antes de retornar à Rússia em 1917.
Na região da Spiegelgasse, também passamos pela Napfbrunnen, fonte histórica localizada no Napfplatz. A fonte data do século XVI e fica em uma pequena praça cercada por edifícios antigos, compondo bem o ambiente dessa parte da Cidade Antiga.

Sechseläutenplatz e Opernhaus Zürich
Depois seguimos em direção à Sechseläutenplatz, uma das principais praças de Zurique. Ela fica perto do Lago de Zurique, entre a região de Bellevue e a Opernhaus Zürich, a Ópera de Zurique.
A praça é ampla e tem cerca de 16.000 m². Hoje, funciona como espaço de circulação, descanso e eventos públicos. Além disso, é ali que acontece uma das tradições mais conhecidas da cidade: o Sechseläuten, festa de primavera em que o boneco chamado Böögg é queimado, simbolizando o fim do inverno.
Ao lado da praça está a Opernhaus Zürich, um dos edifícios culturais mais importantes da cidade. A história da instituição começou em 1834, com o antigo Actien-Theater. Com o tempo, o teatro se consolidou como referência para ópera, balé e concertos em Zurique.
Mesmo sem assistir a uma apresentação, vale passar pela área para ver o conjunto formado pela praça, pela ópera e pelas ruas ao redor. Como a Sechseläutenplatz fica próxima ao lago, ela também funciona bem como ponto de passagem entre o centro histórico de Zurique e a região da orla.

Utoquai: caminhada às margens do Lago de Zurique
Depois da Sechseläutenplatz e da Opernhaus Zürich, seguimos para o Utoquai, já às margens do Lago de Zurique. Esse trecho marca a passagem do centro histórico para uma área mais aberta da cidade, voltada para o lago.
O Utoquai faz parte da promenade que acompanha a margem direita do lago. Além disso, é uma região bastante usada para caminhadas, descanso e acesso às áreas de banho durante os meses mais quentes.
Como estávamos em março, não era época de aproveitar o lago para banho. Ainda assim, caminhar por ali foi uma boa forma de ver outro lado de Zurique, menos ligado às ruas estreitas do centro antigo e mais conectado ao lago e aos espaços públicos da cidade.

Bürkliplatz: praça, lago e passeios de barco
Depois do Utoquai, seguimos em direção à Bürkliplatz, uma praça localizada junto ao Lago de Zurique. Ela fica em uma área importante da cidade, próxima à Bahnhofstrasse, à Quaibrücke e ao ponto onde o lago se conecta ao Rio Limmat.
A praça recebeu o nome de Arnold Bürkli, engenheiro responsável por obras que transformaram a orla de Zurique no final do século XIX. Entre 1882 e 1887, a região do lago passou por aterros, construção de calçadões e criação de novos espaços públicos.
Hoje, a Bürkliplatz funciona como ponto de passagem, área de mercado e local de embarque para passeios de barco pelo Lago de Zurique. Mesmo para quem não pretende fazer o passeio, vale passar por ali para observar a relação da cidade com o lago.

Zentralhof: um pátio histórico perto da Bahnhofstrasse
Depois seguimos para o Zentralhof, um pátio localizado perto da Bahnhofstrasse, uma das ruas mais conhecidas de Zurique. Apesar de ficar em uma área bastante central, o espaço é mais discreto e passa facilmente despercebido por quem caminha apenas pela avenida principal.
O local está ligado ao antigo Posthof, que teve importância no século XIX, quando essa região fazia parte da estrutura de correios e diligências da cidade. Com o tempo, a área mudou de função e passou a integrar o centro comercial de Zurique. No pátio fica também o Zentralhofbrunnen, uma fonte de ferro fundido instalada em 1877.

Münsterhof e Fraumünster: a praça da antiga abadia de Zurique
Depois seguimos para a Münsterhof, uma das praças mais importantes do centro histórico de Zurique. Ela fica na margem esquerda do Rio Limmat, próxima à Bahnhofstrasse e em frente à Fraumünster. A praça é cercada por edifícios antigos e funciona como um espaço aberto dentro da Cidade Antiga. Além disso, sua localização ajuda a conectar alguns dos principais pontos do centro, como a Fraumünster, a St. Peter e as ruas históricas ao redor.

O destaque da praça é a Fraumünster, uma das igrejas mais conhecidas de Zurique. Sua origem está ligada a uma antiga abadia feminina fundada em 853 por Luís, o Germânico. Durante a Idade Média, a instituição teve grande importância religiosa e política na cidade. Com a Reforma Protestante, a igreja e o antigo convento passaram para a cidade de Zurique. Hoje, a Fraumünster é lembrada principalmente por seus vitrais, especialmente os criados por Marc Chagall, no século XX.

St. Peter Kirche: a igreja do maior relógio de Zurique
Depois da Münsterhof, seguimos caminhando até a St. Peter Kirche, uma das igrejas mais importantes do centro histórico de Zurique. Ela fica em uma pequena elevação, entre ruas estreitas da Cidade Antiga. A Igreja de São Pedro é considerada a igreja paroquial mais antiga de Zurique. No entanto, o que mais chama atenção é a torre com seu grande relógio. O mostrador tem quase nove metros de diâmetro e é conhecido como o maior relógio de igreja da Europa.

Lindenhof: mirante histórico sobre o centro de Zurique
Depois da St. Peter Kirche, seguimos para o Lindenhof, uma área elevada no centro histórico de Zurique. O local fica na margem esquerda do Rio Limmat e é considerado um dos pontos mais antigos da cidade. Foi nessa colina que existiu uma fortificação romana no século IV, quando Zurique ainda era conhecida como Turicum. Mais tarde, no século IX, o lugar também recebeu um palácio real carolíngio.
A praça em si é bastante simples. Na verdade, achei até meio vazia, sem muitos elementos que chamem atenção. O interesse principal está mesmo na história do local e, principalmente, no mirante. Dali, é possível ver o Rio Limmat, a Grossmünster, os telhados do centro histórico e parte da Cidade Antiga. Por isso, mesmo que o espaço da praça não seja tão interessante, a vista faz a parada valer a pena.

Kreis 5: a Zurique industrial
Antes do almoço, seguimos para o Kreis 5, também conhecido como Zürich West. Essa antiga área industrial de Zurique passou por um processo de transformação urbana e hoje reúne lojas, bares, restaurantes, espaços culturais e edifícios modernos.
Um dos pontos mais conhecidos da região é o Viadukt, antigo viaduto ferroviário que foi reaproveitado como área comercial. Sob seus arcos funcionam lojas, cafés, restaurantes e uma pequena área de mercado. Além disso, a região também concentra lugares como a Freitag Flagship Store, construída com contêineres, e o Frau Gerolds Garten, espaço com bares, comida e lojas.
Pelo que tínhamos lido antes da viagem, achei que iria gostar mais dessa parte de Zurique. No entanto, nossa impressão não foi tão boa. Fomos antes do almoço, havia pouca gente na região e muitas lojas, bares e restaurantes ainda estavam fechados. Talvez em outro horário, especialmente no fim da tarde ou à noite, o Kreis 5 funcione melhor. No nosso caso, a visita acabou sendo rápida e não achamos a área tão interessante quanto esperávamos.


Almoço perto da estação: Brasserie zum Vorbahnhof
Depois da passagem pelo Kreis 5, voltamos para a região da estação e almoçamos no Brasserie zum Vorbahnhof, perto da Zürich Hauptbahnhof. Como queríamos provar algo mais tradicional, escolhemos pratos ligados à culinária suíça e à região de influência alemã.
Um dos pratos foi um cordon bleu, carne empanada recheada com queijo e presunto, servida com batatas fritas, limão e legumes. É um prato bastante comum em restaurantes suíços . O outro prato foi um rösti, uma das preparações mais conhecidas da culinária suíça. Ele é feito com batata ralada e dourada na frigideira. No nosso caso, veio servido com ovo frito e pedaços de linguiça, deixando o prato mais completo.

A comida estava boa, mas nada que chamasse muita atenção. Também não foi uma refeição barata, embora isso já fosse esperado. A Suíça é um país caro, e o restaurante não pareceu exageradamente caro para os padrões locais. Ainda assim, foi mais um daqueles momentos em que ficou claro que comer fora no país pesa bastante no orçamento da viagem.
Bahnhofplatz e Zürich Hauptbahnhof: a estação central de Zurique
Depois do almoço, seguimos para a Bahnhofplatz, a praça em frente à Zürich Hauptbahnhof, a estação central de Zurique. A primeira estação de Zurique foi inaugurada em 1847, como ponto final da primeira ferrovia doméstica suíça. O prédio histórico atual, porém, é posterior: foi concluído em 1871, com projeto do arquiteto Jakob Friedrich Wanner. Além dos trens nacionais e internacionais, ela concentra linhas urbanas, lojas, restaurantes e serviços. Por isso, funciona não apenas como estação, mas também como um dos principais pontos de circulação de Zurique.
Antes de embarcar, aproveitamos para observar um pouco o prédio da estação. A fachada principal, voltada para a Bahnhofplatz, é uma das imagens mais conhecidas da cidade. Em frente a ela fica a estátua de Alfred Escher, figura importante da política e da economia suíça no século XIX. Escher teve papel central no desenvolvimento ferroviário do país e esteve ligado à criação de instituições financeiras e de infraestrutura.


Uetliberg: o mirante de Zurique
Depois da passagem pela Zürich Hauptbahnhof, pegamos o trem em direção ao Uetliberg, a montanha mais conhecida de Zurique. Como o nosso Swiss Travel Pass ainda não estava ativo, compramos as passagens pelo aplicativo SBB Mobile, o app oficial dos trens suíços. A compra foi simples e o aplicativo também ajudou a conferir horários, plataformas e conexões. Para quem viaja pela Suíça de trem, o SBB Mobile acaba sendo uma ferramenta muito útil, mesmo antes de começar a usar o passe. A viagem é curta e, ao chegar à estação, ainda é preciso caminhar um pouco até a área do mirante.
O Uetliberg fica a 871 metros de altitude e oferece uma das vistas mais conhecidas de Zurique. Lá de cima, é possível ver a cidade, o Lago de Zurique e o traçado do Rio Limmat.


Foi uma boa forma de encerrar o dia. Depois de caminhar pelo centro histórico, passar pelo lago, almoçar perto da estação e visitar diferentes áreas da cidade, terminar no Uetliberg ajudou a ter uma visão mais ampla de Zurique.
Essa foi a última visita do nosso segundo dia na cidade. Depois, voltamos para a região do hotel, compramos algumas comidas prontas no mercado para jantar de forma mais simples e econômica, e seguimos para descansar.
Conheça o resto de nossa aventura pela Suiça nos links abaixo:
