Suíça VI: Rheinfall (Cataratas do Reno)

9º dia/1 – Cataratas do Reno: a força do Rheinfall

Este foi o último dia de visitas da nossa viagem pela Suíça. Acordamos em Schaffhausen, tomamos café da manhã no excelente Hotel Kronenhof e já fizemos o check-out. Como ainda teríamos o passeio antes de seguir viagem, deixamos as malas na recepção do hotel.

Em seguida, fomos para a estação de trem e partimos em direção a Neuhausen am Rheinfall, a localidade onde ficam as Cataratas do Reno. O trajeto desde Schaffhausen foi muito curto, com duração de 3 minutos.

Ao chegar à estação de Neuhausen am Rheinfall, descemos para começar a visita às cataratas. Essa seria a principal atração do dia e também a última grande visita do nosso roteiro pela Suíça.

Rheinfall (Cataratas do Reno)

O Rheinfall, ou Cataratas do Reno, é uma das principais atrações naturais da Suíça. Ele fica no norte do país, entre a área de Neuhausen am Rheinfall e a margem do Schloss Laufen, já no cantão de Zurique.

Apesar de não ser uma cachoeira muito alta, o Rheinfall impressiona pelo volume de água e pela largura. As quedas têm cerca de 23 metros de altura e 150 metros de largura, o que faz delas a maior queda-d’água da Europa em volume.

O Reno e a importância histórica das quedas

O Rio Reno sempre teve papel importante no comércio e na circulação de pessoas pela Europa central. No entanto, nesse ponto do curso do rio, as quedas interrompiam a navegação. Por isso, desde a Idade Média, mercadorias que seguiam pelo Reno precisavam ser descarregadas nessa região e transportadas por terra até Schaffhausen. Essa interrupção ajudou a fortalecer a cidade como centro comercial e explica parte da importância histórica de Schaffhausen e Neuhausen am Rheinfall.

A formação das Cataratas do Reno

As Cataratas do Reno surgiram no fim da última Era Glacial, há cerca de 15 mil anos. Nesse período, mudanças no curso do Reno e a erosão sobre diferentes tipos de rocha criaram a queda que vemos hoje. O rio encontrou uma área de rochas mais resistentes e passou a cair com força sobre o desnível. Com o tempo, a água escavou o leito e formou o conjunto atual de quedas, rochas e correntezas.

Rheinfall pelo lado de Neuhausen am Rheinfall

Começamos a visita às Cataratas do Reno pelo lado de Neuhausen am Rheinfall. A partir dali, seguimos pelos caminhos e mirantes próximos ao rio, com diferentes ângulos para observar o Rheinfall.

Esse lado permite ver bem a largura das cataratas, as rochas no meio do Rio Reno e a força da água antes de seguir o curso do rio. Do outro lado, também aparece o Schloss Laufen, construído sobre a margem elevada junto às quedas.

Vista das Cataratas do Reno a partir de Neuhausen am Rheinfall, com o Rio Reno, rochas centrais e o Schloss Laufen ao fundo.

Ao longo da caminhada, paramos em vários pontos para tirar fotos. Em alguns trechos, a vista ficava mais aberta, mostrando o conjunto das cataratas; em outros, chegávamos mais perto da água e dava para perceber melhor o volume e o movimento do rio.

Rheinfall pelo lado de Schloss Laufen

Depois de visitar o lado de Neuhausen am Rheinfall, seguimos para o outro lado das Cataratas do Reno, na região de Laufen-Uhwiesen. Essa margem é marcada pelo Schloss Laufen, pelo conjunto histórico ao redor e pelos mirantes mais próximos da queda-d’água.

Antes de descer até as plataformas, passamos pela Kirche Laufen am Rheinfall, a igreja localizada perto do castelo. O edifício tem origem antiga e passou por reformas importantes ao longo dos séculos. Em 1492, foi ampliado em estilo gótico; depois, em 1516, o coro foi reconstruído. Hoje, a igreja mantém uma presença discreta, mas faz parte do conjunto histórico junto ao Rheinfall.

Em seguida, caminhamos pela área do Schloss Laufen, o castelo que fica acima das cataratas. O local aparece documentado desde 858 e teve diferentes funções ao longo da história. Atualmente, o castelo funciona como ponto de acesso turístico, com restaurante, exposição histórica e caminhos que levam aos mirantes.

A partir dessa margem, descemos pelas passagens e plataformas próximas à água (tem que comprar um ingresso para acessar).

Essa parte da visita mostra o Rheinfall de uma forma mais direta, porque os mirantes ficam muito perto da queda. Em alguns pontos, a força da água é bem evidente, com muito barulho, espuma e névoa subindo do rio.

Também é desse lado que se percebe melhor o desnível das cataratas e a posição das rochas no meio do Rio Reno. As plataformas permitem observar a água passando com força entre as rochas antes de seguir o curso do rio.

9º dia/2 e 10º dia – Retorno a Zurique e viagem de volta ao Brasil

Depois da visita às Cataratas do Reno, voltamos para Schaffhausen, desta vez saindo pela estação Schloss Laufen am Rheinfall. Ao chegar à cidade, almoçamos no Hotel Kronenhof e, em seguida, fomos para a estação de trem.

Estação Schloss Laufen am Rheinfall, com o Schloss Laufen no alto, trilhos de trem e entrada do túnel junto às Cataratas do Reno.

De Schaffhausen Bahnhof, pegamos o trem para Zurich Flughafen, em um trajeto de cerca de 1 hora. Como nosso hotel ficava ao lado do aeroporto, descemos direto nessa estação e seguimos para o Hyatt Place Zurich Airport The Circle, onde passaríamos a última noite na Suíça.

Ainda tínhamos algumas horas livres e o Swiss Travel Pass continuava válido, pois era o último dia de uso. Por isso, aproveitamos para pegar o trem novamente e ir até o centro de Zurique. Demos mais uma volta pela cidade, sem um roteiro específico, apenas para aproveitar um pouco antes da viagem de retorno.

Depois, voltamos para o Aeroporto, jantamos por lá e seguimos para o hotel. Como o voo do dia seguinte sairia cedo, a ideia era dormir perto do terminal e evitar qualquer deslocamento maior pela manhã.

No dia seguinte, fomos ao Aeroporto de Zurique para iniciar o retorno ao Brasil. O primeiro voo foi com a Swiss, de Zurique para Madrid. Depois, em Madrid, seguimos com a LATAM para Guarulhos, onde teríamos a conexão final para Brasília.

Área de embarque do Aeroporto de Zurique, com painéis de voos e balcões.
Chegada ao Brasil

Em Guarulhos, tivemos um inconveniente. O voo chegou com o tempo justo para a conexão, mas, como não tínhamos despachado bagagem, conseguimos chegar a tempo ao portão de embarque para Brasília. Mesmo assim, na hora do embarque, fomos informados de que tínhamos sido realocados para o voo do dia seguinte.

Apesar das reclamações feitas no Aeroporto, não conseguimos embarcar naquele voo. A LATAM nos encaminhou para passar a noite em um hotel em Guarulhos, o que foi bastante inconveniente, já que a viagem deveria terminar naquele dia. Posteriormente, recebemos uma compensação financeira pelo ocorrido.

No fim, chegamos em casa um dia mais tarde do que o previsto. Foi um fechamento inesperado para a viagem, mas não apagou tudo o que vivemos nos dias anteriores pela Suíça.

Conheça o resto de nossa aventura pela Suiça nos links abaixo:

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