Suíça III: Lucerna

5º dia/2 e 6º dia – Chegada a Lucerna em dia de chuva e, no dia seguinte, caminhada pelo centro histórico

Depois da etapa por Liechtenstein, que conto em posts separados, seguimos viagem em direção a Lucerna. Saímos de Vaduz de ônibus até Sargans Bahnhof e, de lá, pegamos o trem para Luzern Bahnhof, com conexão em Zurique. Como o Swiss Travel Pass já estava ativo, esse deslocamento foi bem simples e não precisamos comprar bilhetes. Ao chegar a Lucerna, o tempo estava chuvoso, mas seguimos até o Hotel Central Luzern, uma hospedagem bem localizada, perto da estação e muito boa para explorar a cidade a pé. Depois do check-in, mesmo com chuva, decidimos sair para uma primeira volta pela cidade.

No dia seguinte, o tempo melhorou e conseguimos aproveitar Lucerna com mais calma. Assim, caminhamos pelo centro histórico, passamos por alguns dos principais monumentos da cidade e tivemos mais tempo para passear pelas ruas, praças, pontes e a região próxima ao Lago de Lucerna. Depois da chegada com chuva, esse segundo dia na cidade permitiu conhecer melhor Lucerna e entender por que ela é uma das paradas mais tradicionais em um roteiro pela Suíça central.

Lucerna

Lucerna, ou Luzern em alemão, é uma cidade suíça localizada na região central do país. Capital do cantão de mesmo nome, tem cerca de 86 mil habitantes e fica às margens do Lago de Lucerna, no ponto em que o Rio Reuss deixa o lago e atravessa o centro urbano.

Apesar de seu tamanho relativamente pequeno, Lucerna é uma das cidades mais importantes da Suíça central. Sua localização entre lago, rio e montanhas ajudou a transformar a cidade em um ponto estratégico desde a Idade Média. Além disso, a proximidade com rotas alpinas, especialmente em direção ao Gotardo, favoreceu o comércio e a circulação de pessoas.

Hoje, Lucerna é muito associada ao turismo, mas sua importância não se resume aos monumentos. A cidade teve papel relevante na formação da Confederação Suíça, manteve uma identidade católica forte durante a Reforma Protestante e participou de momentos decisivos da história política do país.

Das origens religiosas ao crescimento urbano

A origem de Lucerna está ligada ao antigo mosteiro de São Leodegar, que ajudou a formar o primeiro núcleo urbano da cidade. Aos poucos, o povoado cresceu ao redor dessa instituição religiosa e passou a ganhar importância por sua posição junto ao lago e ao rio.

Durante a Idade Média, Lucerna se desenvolveu como ponto de passagem e comércio. A cidade fazia parte de uma região marcada por rotas que conectavam o norte da Europa aos Alpes e à Península Itálica. Por isso, controlar essa área significava ter influência sobre caminhos comerciais importantes.

Lucerna e a Confederação Suíça

Um dos momentos mais importantes da história de Lucerna ocorreu em 1332, quando a cidade entrou para a Confederação Suíça. Com isso, tornou-se uma das primeiras cidades a fazer parte da aliança formada inicialmente por comunidades rurais da Suíça central.

Essa entrada teve grande peso político. Lucerna ajudou a ampliar a Confederação para além dos cantões originais e fortaleceu a presença urbana dentro da aliança. Ao longo dos séculos seguintes, a cidade participou das disputas, alianças e transformações que moldaram a Suíça medieval.

Uma cidade católica na Suíça central

Outro ponto importante é o papel religioso de Lucerna. Durante a Reforma Protestante, no século XVI, várias cidades suíças aderiram ao protestantismo. Lucerna, no entanto, permaneceu católica e se tornou um dos principais centros do catolicismo na Suíça.

Esse posicionamento marcou profundamente a história da cidade. Enquanto Zurique e outras regiões passaram por reformas religiosas, Lucerna manteve uma identidade católica forte. Por isso, a cidade teve papel relevante nos conflitos políticos e religiosos que dividiram a Suíça durante a Idade Moderna.

Do século XIX à cidade atual

No século XIX, Lucerna também esteve ligada às tensões entre cantões católicos e liberais, especialmente no contexto da Guerra do Sonderbund, em 1847. Esse conflito foi breve, mas importante para a reorganização política da Suíça moderna. Com a criação do Estado federal suíço em 1848 e a expansão das ferrovias, Lucerna passou a se consolidar como uma das principais cidades turísticas do país. A combinação entre localização central, lago, montanhas próximas e boa conexão ferroviária ajudou a transformar a cidade em uma parada clássica para quem viaja pela Suíça.

Hoje, Lucerna mantém essa dupla identidade: é uma cidade histórica, ligada à formação da Confederação Suíça, e também um dos destinos mais visitados da região central do país.

Bahnhofplatz e Luzern Bahnhof: a chegada ao centro de Lucerna

Começamos a caminhada pela Bahnhofplatz, a praça em frente à Luzern Bahnhof, a estação central de Lucerna. Como o Hotel Central Luzern ficava perto da estação, essa área acabou sendo nosso primeiro contato com a cidade.

A estação tem uma história curiosa. O antigo prédio, construído em 1896, foi destruído por um grande incêndio em 1971. Depois disso, Lucerna funcionou durante anos com estruturas provisórias, até a inauguração da estação atual em 1991. Na Bahnhofplatz, o elemento que mais chama atenção é o antigo portal da estação, preservado após o incêndio. Hoje, ele funciona quase como um arco de entrada para quem chega à cidade. No topo está a escultura Zeitgeist, do escultor suíço Richard Kissling.

Kapellbrücke: a ponte de madeira mais famosa de Lucerna

Caminhamos em direção ao Rio Reuss, onde fica a Kapellbrücke, também conhecida como Ponte da Capela. Esse é provavelmente o monumento mais conhecido de Lucerna e um dos símbolos da cidade.

A ponte foi construída na Idade Média e fazia parte do antigo sistema defensivo de Lucerna. Assim, ela atravessa o Rio Reuss em diagonal, ligando áreas importantes do centro histórico. Além disso, sua estrutura coberta de madeira dá ao lugar uma aparência bem diferente das pontes comuns. No interior da Kapellbrücke, chamam atenção as pinturas instaladas sob o telhado. Elas se realizaram no século XVII e representam cenas ligadas à história de Lucerna e da antiga Confederação Suíça.

Em 1993, a ponte sofreu um grande incêndio, que destruiu parte da estrutura e várias pinturas históricas. Depois disso, a Kapellbrücke se restaurou e voltou a ser um dos principais pontos de passagem e visita em Lucerna.

Kapellplatz e Peterskapelle: uma das áreas mais antigas da cidade

Depois da Kapellbrücke, seguimos para a Kapellplatz, uma pequena praça do centro histórico de Lucerna. Ela fica muito perto da ponte e reúne alguns elementos importantes da parte antiga da cidade.

Ao lado da praça está a Peterskapelle, ou Capela de São Pedro. A igreja aparece documentada desde 1178 e se considera uma das mais antigas de Lucerna. Além disso, seu nome está diretamente ligado à Kapellbrücke, já que a famosa Ponte da Capela recebeu essa denominação justamente pela proximidade com a capela.

Na própria Kapellplatz, também chama atenção a Fritschibrunnen, uma fonte bastante decorada, instalada em 1918. A fonte está ligada à tradição carnavalesca de Lucerna e traz figuras coloridas, máscaras e um porta-estandarte no topo.

Kapellplatz, no centro histórico de Lucerna, com a Fritschibrunnen e a Peterskapelle ao fundo.
Schweizerhofquai: caminhada pela orla do Lago de Lucerna

Depois da Kapellplatz, seguimos caminhando em direção ao Schweizerhofquai, uma das áreas mais agradáveis da orla do Lago de Lucerna. Mesmo com o tempo ainda fechado, esse trecho permitiu ver melhor a relação da cidade com o lago.

O Schweizerhofquai fica próximo ao centro histórico e acompanha uma parte importante da margem do lago. A partir dali, é possível ver os barcos, os edifícios da cidade e, quando o tempo ajuda, as montanhas ao redor de Lucerna. Além disso, essa área também passa perto de hotéis tradicionais, como o Hotel Schweizerhof Luzern, que dá nome ao trecho.

Sankt-Leodegar-Strasse e Hofkirche: a igreja de São Leodegar

Depois seguimos pela Sankt-Leodegar-Strasse, uma rua próxima ao Lago de Lucerna que leva até a Hofkirche, também conhecida como Igreja de São Leodegar. Esse trecho combina bem a paisagem urbana de Lucerna, com casas antigas, fachadas tradicionais e a presença das torres da igreja ao fundo.

A Hofkirche St. Leodegar é uma das igrejas mais importantes de Lucerna. O local já tinha ligação religiosa desde a Idade Média, mas o edifício atual foi construído após um incêndio em 1633, que destruiu a antiga igreja. Apenas as duas torres foram preservadas. A reconstrução ocorreu entre 1633 e 1639. Por isso, a igreja mistura elementos mais antigos, especialmente nas torres, com características da arquitetura renascentista. Além disso, a Hofkirche continua sendo a principal igreja paroquial católica de Lucerna.

Löwendenkmal: o Monumento do Leão

Depois seguimos até o Löwendenkmal, o famoso Monumento do Leão de Lucerna. Ele fica um pouco afastado da área das pontes e do lago, mas ainda é fácil chegar caminhando a partir do centro histórico.

O monumento foi criado em homenagem aos Guardas Suíços mortos em 1792, durante a Revolução Francesa, quando o Palácio das Tulherias, em Paris, foi invadido. Esses soldados serviam à monarquia francesa e acabaram associados a um dos episódios mais marcantes daquele período.

A escultura foi desenhada pelo artista dinamarquês Bertel Thorvaldsen e esculpida diretamente na rocha por Lukas Ahorn, entre 1820 e 1821. O leão aparece ferido, apoiado sobre um escudo com a flor-de-lis, símbolo da monarquia francesa. Ao lado, aparece também o escudo suíço. O leão representa força, lealdade e sacrifício, enquanto a expressão ferida reforça o caráter de homenagem aos soldados mortos. Acima da escultura aparece a inscrição em latim Helvetiorum Fidei ac Virtuti, que significa “À lealdade e à bravura dos suíços”.

Löwendenkmal, o Monumento do Leão de Lucerna, escultura em rocha que homenageia os Guardas Suíços mortos em 1792.
Gletschergarten: o Jardim dos Glaciares de Lucerna

Ao lado do Löwendenkmal, fica o Gletschergarten, também conhecido como Jardim dos Glaciares de Lucerna. Como o nosso Swiss Travel Pass já estava validado, conseguimos entrar usando o passe, sem precisar comprar ingresso separado.

O espaço mistura museu, área geológica e mirante. A parte mais conhecida são as formações deixadas pelos glaciares, especialmente os chamados “caldeirões glaciais”, marcas naturais formadas há milhares de anos pela ação do gelo e da água. Além disso, o museu também mostra como a paisagem da região mudou ao longo do tempo.

Outro ponto curioso do Gletschergarten é o labirinto de espelhos, construído originalmente no final do século XIX. É uma parte mais lúdica da visita, mas combina bem com o caráter histórico do lugar. Também aproveitamos para subir até a área do mirante. De lá, tivemos uma boa vista de Lucerna, com parte da cidade, as montanhas ao fundo e alguns trechos do centro vistos de cima.

Vista do Gletschergarten, em Lucerna, com a cidade, montanhas ao fundo.
Museggmauer: a muralha medieval de Lucerna

Depois do Gletschergarten, seguimos em direção à Museggmauer, a antiga muralha medieval de Lucerna. O caminho sobe um pouco, mas permite ver outra parte da cidade, mais afastada da região do lago e das pontes.

Assim, a Museggmauer fazia parte do sistema defensivo de Lucerna e ainda conserva boa parte de sua estrutura original. A muralha se concluiu no início do século XV e é um dos elementos mais importantes do passado medieval da cidade.

Ao longo da muralha, existem nove torres. Algumas das mais conhecidas são a Schirmerturm, a Zytturm e a Männliturm. A Zytturm chama atenção pelo relógio, considerado o mais antigo da cidade ainda em funcionamento. Já a Männliturm recebe esse nome por causa da figura de um pequeno homem no alto da torre.

Mühlenplatz: uma das praças históricas da cidade

Depois da Museggmauer, descemos novamente em direção ao Rio Reuss e seguimos caminhando pela margem do rio até a Mühlenplatz, no centro histórico de Lucerna. Esse trecho é interessante porque mostra a cidade de outro ângulo, com o rio em primeiro plano e as fachadas antigas refletidas na água.

A Mühlenplatz é uma das praças históricas mais importantes de Lucerna. De fato, seu nome está ligado aos antigos moinhos que existiam nessa região, aproveitando a força da água do Rio Reuss. Além disso, a praça surgiu no fim da Idade Média, depois da demolição de uma fileira de casas, e hoje se considera a maior praça histórica da cidade. Ao redor da praça, aparecem edifícios antigos, fachadas decoradas e restaurantes com mesas externas.

Spreuerbrücke: a outra ponte histórica de Lucerna

Seguindo pelo centro histórico de Lucerna, chegamos à Spreuerbrücke, outra ponte coberta de madeira sobre o Rio Reuss. Ela é menos famosa que a Kapellbrücke, mas também tem muita importância histórica.

A origem da Spreuerbrücke está ligada aos antigos moinhos da região da Mühlenplatz. O nome vem de Spreu, palavra alemã relacionada à palha ou aos resíduos dos grãos, que eram descartados no rio a partir dessa área. Além disso, a ponte também é conhecida pelas pinturas triangulares em seu interior, que formam a série da Dança da Morte (Totentanz).

Outro ponto interessante desse trecho é o Nadelwehr, também chamado de Reusswehr. Trata-se de um sistema de represas no Rio Reuss, construído no século XIX para regular o nível da água do Lago de Lucerna. O funcionamento ainda é manual: peças de madeira, chamadas de “agulhas”, são colocadas ou retiradas para controlar a vazão da água.

Burgerstrasse e Philipp-Anton-von-Segesser-Platz

Depois seguimos pela Burgerstrasse, uma das ruas do centro histórico de Lucerna. Esse trecho mantém bem o ambiente da cidade antiga, com calçamento de pedra, fachadas tradicionais, restaurantes e pequenos comércios.

Em seguida, passamos pela Philipp-Anton-von-Segesser-Platz, uma pequena praça cercada por edifícios históricos. O nome homenageia Philipp Anton von Segesser, político e historiador suíço nascido em Lucerna, que teve atuação importante no século XIX. No centro da praça, chama atenção a fonte, com sua coluna decorada e a figura no topo.

Franziskanerkirche: a antiga igreja franciscana de Lucerna

Depois passamos pela Franziskanerkirche, a Igreja Franciscana de Lucerna, localizada perto da Franziskanerplatz. A igreja também é conhecida como Igreja de Santa Maria e está ligada à presença dos franciscanos na cidade desde a Idade Média.

A construção foi erguida entre 1270 e 1280 pelos monges franciscanos, que permaneceram nessa região de Lucerna até o século XIX. Como outras igrejas ligadas às ordens mendicantes, a arquitetura é mais sóbria, sem o mesmo caráter monumental de outras construções religiosas da cidade.

Franziskanerkirche, antiga igreja franciscana no centro histórico de Lucerna, com fonte na Franziskanerplatz.
Rathaussteg: vista para o Rio Reuss e a Jesuitenkirche

Seguimos até a Rathaussteg, uma ponte de pedestres sobre o Rio Reuss. O nome vem de Rathaus, que significa prefeitura em alemão, e Steg, que pode ser entendido como passarela ou pequena ponte.

Dali, tivemos uma boa vista das margens do rio, com os edifícios históricos do centro de Lucerna. Além disso, a ponte permite observar a Jesuitenkirche, uma das igrejas mais importantes da cidade, localizada na margem esquerda do Reuss. A Jesuitenkirche, ou Igreja Jesuíta de Lucerna, foi construída entre 1666 e 1677 e dedicada a São Francisco Xavier. Ela é considerada o primeiro grande edifício sacro barroco da Suíça e foi inspirada na igreja do Gesù, em Roma.

Kornmarkt e Rathaus: a antiga praça do mercado de grãos

A caminhada continuou pelo Kornmarkt, uma das praças históricas do centro de Lucerna. O nome ajuda a entender sua função original: Kornmarkt significa “mercado de grãos”, já que essa área esteve ligada ao comércio de cereais na cidade.

O principal edifício da praça é o Rathaus de Lucerna, a antiga prefeitura. A construção atual foi erguida entre 1602 e 1606, em estilo renascentista, com influência italiana. Ao mesmo tempo, o telhado mantém uma aparência mais próxima da arquitetura tradicional suíça, criando uma mistura interessante.

Outro elemento que chama atenção é a Rathausturm, a torre do relógio ligada ao conjunto do Rathaus. A torre é mais antiga que o edifício principal e reforça o caráter medieval dessa parte de Lucerna.

Kornmarkt, no centro histórico de Lucerna, com o Rathaus, a torre do relógio e fachadas antigas ao redor da praça.
Hirschenplatz: fachadas pintadas no centro histórico de Lucerna

A poucos passos do Kornmarkt, chegamos à Hirschenplatz, outra praça do centro histórico de Lucerna. O nome está ligado ao antigo “Hirschen”, ou cervo, referência que aparecia em uma hospedaria da região.

Essa parte da cidade chama atenção principalmente pelas fachadas pintadas. Em Lucerna, muitos edifícios antigos conservam pinturas externas com cenas históricas, elementos decorativos e referências às antigas famílias ou atividades comerciais da cidade.

Hirschenplatz, no centro histórico de Lucerna, com fachadas pintadas, edifícios antigos e calçamento de pedra.
Weinmarkt: a antiga praça do mercado do vinho em Lucerna

Continuando pelo centro histórico de Lucerna, chegamos à Weinmarkt, uma das praças históricas mais interessantes da cidade. O nome significa literalmente “mercado do vinho”, mas a função do espaço mudou ao longo do tempo.

Até meados do século XVI, essa área funcionava como mercado de peixe. Mais tarde, também esteve ligada a outras atividades comerciais, incluindo a venda de carne, pão e couro em uma antiga estrutura de mercado. A praça ganhou a forma atual em 1841, depois da demolição desse antigo edifício.

No centro da Weinmarkt, chama atenção a Weinmarktbrunnen, a fonte da praça. A obra foi iniciada por Konrad Lux em 1481 e é considerada uma das fontes históricas mais importantes de Lucerna. A fonte original foi preservada em museu; a que vemos hoje na praça é uma cópia instalada no início do século XX.

Weinmarkt, praça histórica no centro de Lucerna, com fonte decorada, fachadas pintadas e edifícios antigos.
Reussbrücke: outra travessia pelo Rio Reuss

Seguimos então até a Reussbrücke, outra ponte sobre o Rio Reuss, no centro histórico de Lucerna. Atravessamos por ali para chegar ao outro lado da cidade. Embora seja menos conhecida que a Kapellbrücke e a Spreuerbrücke, a Reussbrücke também tem importância na história urbana de Lucerna. A ponte atual foi construída em 1877, mas esse ponto de travessia sobre o rio já era usado muito antes. A partir da ponte, a vista para o Rio Reuss é muito bonita. De um lado, aparecem as fachadas históricas do centro; do outro, a água do rio ajuda a criar uma das imagens mais características de Lucerna.

Reussbrücke, em Lucerna, com vista para o Rio Reuss, fachadas históricas e o centro antigo da cidade.
Carl-Spitteler-Quai: caminhada pela orla do Lago de Lucerna

Para encerrar as visitas em Lucerna, voltamos a caminhar pela orla do Lago de Lucerna até o Carl-Spitteler-Quai. Esse trecho é tranquilo, arborizado e permite ver novamente a relação da cidade com o lago, as montanhas ao fundo e os passeios à beira da água. O nome do quai homenageia Carl Spitteler, escritor suíço ligado a Lucerna e vencedor do Prêmio Nobel de Literatura. Assim,

Em seguida, comemos algo pela rua e voltamos ao Hotel Central Luzern para descansar.

Carl-Spitteler-Quai, às margens do Lago de Lucerna, com área arborizada, passeio à beira do lago.

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